segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Mufa'khathat: abuso sexual de menores (mais um exemplo sagrado de Maomé)


Não foi o islão quem inventou o mal, e o islão não a única coisa ruim no mundo. Mas o islão consolida o mal ao justificar maus comportamentos na lei islâmica. E lembre-se, a lei islâmica vem de Alá, e não se questiona o que Alá supostamente ordena. A lei islâmica vem do exemplo de Maomé, e o que Maomé fez é sagrado e exemplar. E o cinquentão Maomé gozava nas coxas de uma menina de 6 anos. 
Mufa'khathat é um termo que, traduzido literalmente, significa "colocar [ o pênis ] entre as coxas", neste caso, colocar o pênis entre as coxas de uma criança.

A idade mínima recomendável para esta nobre prática maometana é 3 meses de idade, embora não seja estritamente aplicada, podendo até mesmo ser feita em um recém-nascido.

O mufa' khathat está ligado à prática do incesto, algo mencionado no Alcorão 65:4. Se esta prática já existia na Arábia pré-islâmica é irrelevante. O que é relevante é por-se um fim a isso, aqui e agora. Clérigos muçulmanos homologam esta prática, o que faz com que isto seja amplamente praticado nos dias de hoje, vitimizando milhões de crianças pequenas nas sociedades muçulmanas no mundo todo.

E não nos esqueçamos: o Ocidente vem endossando isto ao não se manifestar contra este abuso infantil nas comunidades muçulmanas, permitindo que o islamismo seja praticado livremente no Ocidente. A lei islâmica precisa ser criminalizada e banida para que os assassinatos de honra, a perseguição aos homossexuais e às minorias, o incesto e o abuso parem. Sim, criminalizar e banir a Sharia no mundo todo. Nós não podemos nos calar. A nossa contribuição para este mal, através do nosso silêncio e passividade, tem que acabar.

Agora, vejamos a conexão Maomé.

De acordo com uma Fatwa oficial emitida na Arábia Saudita, Maomé começou a praticar o mufa'khathat na sua noiva-criança, Aisha, quando ela tinha seis anos de idade até ela atingir os nove anos de idade (Fatwa No. 31409). Um hadice diz que o profeta Maomé começou a fazer sexo vaginal com Aisha só quando ela atingiu a idade de nove anos (Sahih al-Bukhari, volume 7, livro 62, hadice No. 88). Portanto, os eruditos muçulmanos concordam coletivamente, em virtude do exemplo divino, que uma menina se torna disponível para a relação sexual vaginal com um adulto assim que ela atingir a idade de nove anos. Da mesma forma, a Sharia permite a qualquer dos fiéis para se casar com uma menina (antes dela ter menstruado, cf. Alcorão 65:4).

De acordo com a fatwa, o profeta Maomé não poderia ter relações sexuais com a sua noiva, Aisha, quando ela tinha seis anos, devido ao seu pequeno tamanho e idade. No entanto, a fatwa disse que aos seis anos, Maomé colocava o seu pênis entre as coxas de Aisha o massageava suavemente, porque ele não queria machucá-la. Imagine um homem de cinquenta e um anos removendo as roupas de uma menina de seis anos de idade, e deslizando seu pênis ereto entre suas coxas, esfregando-o até ejacular, e seu sêmen escorrer pelas coxas desta menina. E muçulmanos consideram isso como um ato benevolente do "exemplo de conduta para toda a humanidade." 

Eu deixo para os psicólogos e educadores opiniarem sobre os efeitos colaterais que isso provoca sobre as meninas pequeninas, sem capacidade física e nem mental para entender o que é sexo. 

No caso da Fatwa No. 31409, o conselho de clérigos diz que o mufa'khathat não é permitido "seja em casamentos, em casa, ou nas escolas". O texto da fatwa diz que Maomé fazia isso com Aisha "porque ele tinha pleno controle do seu pênis, ao contrário dos crentes." Contudo, o texto da fatwa admite que o mufa'khathat é amplamente praticado no mundo islâmico.

Agora, imagine o processo mental de um pedófilo, como Maomé. Parece lógico imaginar que a mente sexualmente pervertida de um pedófilo iria levá-lo a não apenas ejacular sobre a criança. Seu desejo o levaria a estuprar a criança antes que ela se tornasse uma adulta madura. E foi exatamente isso o que Maomé fez com Aisha, pois ele a consumiu quando ela ainda era uma criança de nove anos. Maomé começou a fazer sexo vaginal nela antes que ela atingisse a puberdade. 

Fatwa 31409

Vamos reproduzir a declaração da ativista de direitos humanos Ghada Jamshir, durante entrevista a TV Al-Arabiya, em 21 de dezembro de 2005. Esta entrevista deixa claro que a prática do mufa'khathat, o homem muçulmano gozando nas coxas de meninas pequenas, existe.
Ghada Jamshir: A lei islâmica aprovou o casamento por prazer? Aprovou esta caracterização de gozo? Deixe-me explicar. Eles têm o gozo das coxas, o gozo do toque, o gozo dos seios, o gozo com garotinhas. Este gozo com garotinhas, você sabe o que isso significa? Significa que eles podem ter prazer com uma garotinha, que pode ter 2, 3 ou 4 anos de idade ...
Entrevistador: não vamos falar disso ...
Ghada Jamshir: Deixe-me explicar para você.
Entrevistador: não explique isso para mim.
Ghada Jamshir: Isso é contra o direito das crianças. Isso é considerado abuso de criança. Gozar com as pernas de uma criança, o que isso significa? Isso significa gozar em uma criança que tem 1 ano de idade, ou mesmo alguns meses de idade. É certo que um homem adulto tenha sexo com uma garotinha que está aprendendo a andar? E você me diz que a lei islâmica Sharia aprova isso? 
video

Algumas notícias e referências adicionais sobre o assunto:


Significado de mufa'khathat (mufakhathat), de uma outra Fatwa (número 90251)



domingo, 30 de outubro de 2016

Calais, França: invasão islâmica, terror, e inércia das autoridades


José Atento

A "Selva de Calais" está (aparentemente) sendo destruída (e outras "selvas" surgindo ao redor da França). Mas, o que é a Selva de Calais e o que ela representa?

A "Selva de Calais" é o nome dado para um acampamento de refugiados, cujo objetivo é o de cruzar o Canal da Mancha, de modo clandestino, através de barcos ou dos caminhões que rumam para a Inglaterra, o seu destino final. Segundo agências de ajuda, eles são oriundos do Sudão (45%), Afeganistão (30%), Paquistão (7%), Eritréia (6%) e Síria (1%). Eles são predominantemente homens jovens muçulmanos, sendo aproximadamente 800 menores desacompanhados. Todos eles são imigrantes ilegais, e a maioria não possui documentos.

A "Selva de Calais" em outubro de 2016
(repare a auto-estrada no lado esquerdo da foto)

Imigrantes ilegais já vivem em Calais desde 1999, quando um centro de triagem foi criado. Porém, a "Selva de Calais" tomou notoriedade com a explosão do número de ocupantes, de pouco mais de 100 em 2014 para mais de 6 mil em agosto de 2016 (veja infográfico abaixo, adaptado de France TV Info). Estima-se que, em outubro, este número tenha ultrapassado a marca de 8 mil pessoas (ou mesmo 10 mil, dependendo da fonte).

Número de refugiados em Calais

Junto com o aumento exponencial de habitantes do acampamento veio o aumento do número de ataques aos caminhões e demais veículos que transitam em direção à Inglaterra, e o aumento do crime dentro do acampamento, bem como na própria cidade de Calais e seus arredores.

A questão se tornou um problema também a nível político, devido a inércia do governo federal francês, e ao alinhamento da Esquerda globalista com os muçulmanos. Vários incidentes têm sido reportados ao longo destes anos. Vamos citar alguns abaixo para mostrar a seriedade do problema.

Violência dos "refugiados" que não se incomodam em queimar o seu próprio acampamento (vídeo):

https://youtu.be/X_S8eKMDlJk OK

Violência dos "refugiados" que atacam sistemáticamente os caminhões que rumam para a Inglaterra. O objetivo é parar os caminhões para que os refugiados possam entrar dentro deles e viajarem para a Inglaterra como clandestinos. Este vídeo da Russia Today (de 6 de setembro) mostra uma manifestação dos caminhoneiros contra a violência a qual eles são submetidos todos os dias, mostrando ataques que eles sofrem:

https://youtu.be/DPFTAHXnO04 ok

Repórteres sendo atacados, e repórteres do sexo feminino sendo estupradas.

A população se revolta. Uma cidadã de Calais, Simone Hericourt, narra em um vídeo, os problemas criados com a "Selva de Calais." Eles incluem destruição de propriedade, ataque contra automóveis, ataque contra pessoas, inclusive crianças, assaltos e estupros.

A Esquerda se aproveita da confusão. A estátua do general francês Charles Degaulle foi atacada, pichada e teve a bandeira do ISIS e do Movimento pró-Migração colocada em suas mãos por refugiados do Campo de Calais e por manifestantes de grupos de esquerda que são a favor da migração, na França.

Segurança pública. Um especialista em contra-terrorismo alertou que jihadistas do Estado Islâmico estariam se escondendo na "Selva."

Novos campos, semelhantes à "Selva de Calais", estão surgindo em outras cidades francesas (Dunquerque, Le Havre e Dieppe) e também na Bélgica (Zeebrugge). O objetivo é o mesmo: alcançar a Inglaterra.

Com tudo isso, o presidente da França. François Hollande, prometeu fechar a Selva de Calais. Porém, ele disse que iria relocar os habitantes da Selva para outros lugares da França, uma decisão que encontra resistência por parte de alguns governadores e prefeitos que dizem que isso irá criar várias "selvas de Calais" ao redor do país.

Leia mais sobre este assunto no artigo Prefeita de Paris criará (múltiplos) campos de refugiados ao redor da cidade.

O governo está de fato relocando os habitantes da Selva, e a destruindo. A questão a saber é por quanto tempo a Selva de Calais irá ficar fechada. A prefeita de Calais, Natacha Bouchard, acha que não por muito tempo. Reportagem da RT mostra que ainda existem refugiados vivendo no local.



Para finalizar, uma visão geral do problema através de vídeos. O primeiro vídeo abaixo mostra os "refugiados" (apenas homens) atacando os veículos que transitam em Calais na direção da Dover (Inglaterra), e manifestantes da classe alta (na maioria mulheres) fazendo manifestações pedindo para que o governo deixe os "refugiados" entrarem. 

https://youtu.be/yimMJMGQOdw OK

Um outro vídeo mostra uma visita do grupo Britain First a "Selva de Calais" onde eles constatam que os refugiados não são refugiados. 

https://youtu.be/CQdVwZKYUU4 OK

E um documentário, chamado Calais Caos, que mostra diversos aspectos relacionados aos habitantes da "Selva."

https://youtu.be/gaiJawAUyJ0 OK


sábado, 29 de outubro de 2016

Turquia neo-Otomana deseja pedaços da Grécia, Síria, Iraque e Chipre


O presidente turco Recep Erdogan está no poder desde 2003. Antes disso, ele chegou a ser preso em 1999, por quatro meses (quando era prefeito de Istanbul), por suas posições anti-seculares e pró-islamistas. Ele ficou famoso com a afirmação:
As mesquitas são os nossos quartéis, suas cúpulas os nossos capacetes, seus minaretes nossas baionetas, e os fiéis os nossos soldados.
Ele, junto com o partido islamista que ele próprio fundou, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), vem seguindo uma linha metódica e gradual, visando substituir a visão secular de Ataturk por uma visão islamista. Ele não esconde os seus sonhos de re-editar o Império Otomano, mesmo que seja uma parte dele, bem como de re-restabelecer a Turquia como a sede do Califado Islâmico, extinguido por Ataturk em 1929.

Em discurso recente, Erdogan deixou bem claro o que pensa com respeito às suas aspirações territoriais. Ele criticou o Tratado de Laussane, que criou as fronteiras da Turquia atual. Ele acha que este tratado deixou a Turquia menor do que deveria. Ele se referiu especificamente às cidades de Alepo e Mosul, ambas motivo de lutas devido a guerra civil síria (Alepo) e devido ao conflito com o Estado Islâmico (Mosul). Isso não significa que a Turquia irá invadir estas cidades (pelo menos por enquanto), mas mostra o pensamento que se torna predominante no governo turco, e se torna mais uma fonte de incertezas em uma região conturbada.

https://youtu.be/-oxSE4Ofego ok
Discurso de Erdogan, dizendo que Alepo e Mosul pertencem a Turquia

O mapa abaixo mostra o que foi estabelecido no chamado Pacto Nacional, assinado em 1920, e que mostra os territórios que o então moribundo império otomano considerava como o mínimo que ele deveria manter. O discurso atual de Erdogan é o de que é dever da Turquia defender as "minorias turcas" que ainda residem nestes territórios, bem como defender os "irmãos muçulmanos sunitas." Este é o velho discurso dos invasores. 

Mapa da "Grande Turquia" englobando áreas hoje pertencentes a Grécia, Bulgária, Armênia, Síria e Iraque (não estão identificados no mapa a Ilha de Chipre e nem a Criméia)


Erdogan cercado por atores vestidos como guerreiros dos "16 impérios turcos", 
durante jantar oferecido ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, em 2015



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Bartela e Qaraqosh libertadas; cristãos em Kirkurk sob ataque


Surgem notícias que a Planície de Níneve, local cuja população era predominantemente cristã antes do Estado Islâmico a conquistar, está sendo libertada. Você deve se lembrar que, um pouco mais de dois anos atrás, os cristãos foram tiveram que fugir de suas casas com a roupa do corpo frente ao avanço do Estado Islâmico. As casas dos cristãos tiveram seus muros pintados (pelos seus próprios vizinhos muçulmanos sunitas) com a letra "N" em árabe ن, inicial de "Nazareno", como cristãos são chamados. Aqueles que não puderam fugir foram forçados a pagar o imposto jizya (na prática, uma extorsão) perdendo suas posses, ou forçados a se converterem ao islão ou simplesmente mortos. As mulheres foram escravizadas sexualmente.


Aqueles que fugiram estão vivendo em campos de refugiados mantidos pelas igrejas, em Erbil e Kirkuk, na região autônoma do Curdistão. Eles não podem ir para os campos de refugiados das Nações Unidas, pois lá eles são perseguidos pelos muçulmanos sunitas.

Estamos nos referindo aqui a 200 mil cristãos que viviam suas vidas pacificamente sem incomodar ninguém. Aos olhos dos seus vizinhos muçulmanos e dos jihadistas do Estado Islâmico, o único crime deles era o de não serem muçulmanos.

Mapa com a posição aproximada de Mosul, Bartela, Qaraqosh, Erbil e Kirkuk 
(a distância entre Mosul e Bartela é de 20 quilômetros)

Agora, chegam relatos de que duas cidades, Qaraqosh e Bartela, foram libertadas, como consequência do esforço para a reconquista da cidade de Mosul. Um número de aproximadamente 30 mil soldados, entre soldados iraquianos, combatentes curdos e assírios, bem como forças paramilitares xiítas, começou este ataque.

Os grupos Aid to the Church in Need e Solidarity with the Persecuted Church nos informam sobre a reconquista cidade de Qaraqosh. E a CBN noticiou sobre a reconquista de Bartela. Um vídeo oriundo a France24, descreve a emoção dos combatentes assírios (cristãos) ao retornarem para a sua cidade.


As duas cidade estão cheias de armadilhas e bombas, que precisam ser identificadas e desativadas, antes que os seus habitantes originais possam retornar para suas casas e reconstruírem as suas vídas, a partir do nada. As igrejas e prédios religiosos foram alvo de ataques e destruição, ou transformados em instalações militares.

Mas, o perigo é constante. Jihadistas do Estado Islâmico, se fazendo passar por refugiados, penetraram na cidade de Kirkurk, uma das cidades onde os cristãos estão alojados, e os atacaram. Existem poucas informações sobre isso, apenas este fato, divulgado pelo grupo CitzenGo em uma petição online. Aparentemente, as forças de segurança curdas rechaçaram os jihadistas

Abaixo seguem algumas imagens retiradas oriundas do PJMedia, que mostram um pouco da destruição em Bartela.

Muro da casa de uma família cristã, onde se lê, propriedade do Estado Islâmico 
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Mural com a Última Ceia, com o rosto de Cristo e dos Apóstolos desfigurados 
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Interior da Igreja de Santo Shmoni
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Interior da Igreja de Santo Shmoni
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Imagem da Virgem Maria jogada em uma rua de Bartela. Uma outra imagem havia sido "degolada" 
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Mural ao lado de fora da Igreja de São Shmoni, igualmente desfigurado
(Rex Features via AP Images)

Explosivo encontrado na Igreja de São Shmoni
(Rex Features via AP Images)

Um cruz provisória foi colocada onde uma cruz de concreto existia
(Rex Features via AP Images)

O sino voltou a toca em Bartela, após 2 anos
(Rex Features via AP Images)






segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A verdade sobre Al-Andaluz e Córdoba: cristãos e judeus sob opressão, jihad e escravidão, inclusive a sexual


Segue abaixo a tradução do artigo Para Sabotar o Futuro, Minta Sobre o Passado, escrito por Danusha V. Goska, em 26 de abril, 2016, e publicado no Frontpage Magazine. 
O artigo trata da ocupação islâmica da Península Ibérica durante a Idade Média. Muçulmanos e seus apologistas e ignorantes em história gostam de se referir a este período como um período glorioso, quando, governados pelo islão, muçulmanos, cristãos e judeus viveram em harmonia. Na verdade, o oposto ocorreu. Em regra geral, cristãos e judeus foram tratados como dhimmis (zimis), e em apenas algumas instâncias particulares eles puderam respirar. 
O artigo faz uma revisão do livro O Mito do Paraíso Andaluz: Muçulmanos, Cristãos e Judeus sob Governo Islâmico na Espanha Medieval, livro este que merecia ser traduzido para o português e se tornar leitura obrigatória no estudo de História. 

PARA SABOTAR O FUTURO, MINTA SOBRE O PASSADO

O acadêmico Dario Fernanzes-Morera, da Northwestern University trava uma luta quixotesca contra o mito da Andaluzia, e o mito desmorona.

Estou encantada com o livro O Mito do Paraíso Andaluz: Muçulmanos, Cristãos e Judeus sob Governo Islâmico na Espanha Medieval. Seu autor, Dario Fernandez-Morera, professor da Northwestern University e PhD pela Universidade de Harvard, argumenta que os estudiosos disseminam um mito - o de que a Espanha islâmica (711 a 1492 DC) teria sido um paraíso. O trabalho de Fernandez-Morera  é expor realidades históricas. O texto em si tem 240 páginas. Há 95 páginas de notas, uma bibliografia e um índice. Foi publicado em fevereiro de 2016 pelo Intercollegiate Studies Institute.

Este livro é uma luta de boxe intelectual. O autor pulveriza não apenas um adversário, mas uma série de intelectuais intolerantes, prostituídos e manipuladores, cujas vítimas são as pessoas comuns. Fernandez-Morera arrasa seus oponentes com o seu brilho e preparo ímpares. Entretanto ele se arrisca bastante por promover isto, desde se expor a receber simples e-mails de ódio até ser ostracizado da sociedade.

O leitor é levado a vastas paisagens, intriga internacional, costumes misteriosos e heroísmo atemporal. Visualizam-se mulheres de véu e garotas escravas enfeitadas de jóias, ruínas fumegantes de igrejas, cristãos escravizados chorosos forçados a carregar os sinos de suas catedrais para serem fundidos com o objetivo de ornar mesquitas, sofrimento atroz e eventualmente vitória.

Fernandez-Morera dá aos defensores do Islã corda para se enforcarem. Só o que ele teve de fazer foi citá-los. Harvard, Princeton, Yale, Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Boston, Sarah Lawrence, Rutgers, Indiana University, Cambridge, Oxford, Universidade de Londres, Universidade de Nova York, Norton, Penguin, Routledge, Houghton Mifflin, Comitê Pulitzer, Tony Blair, Barack Obama, Carly Fiorina, livros para crianças, The Economist, The Wall Street Journal, PBS, The New York Review of Books, First Things, todos no banco dos réus, vítimas de seu próprio falso testemunho. A inclusão do First Things pode surpreender, pois é uma publicação católica. Nela, Christian C. Sahner louva muçulmanos que "exibiram um surpreendente grau de flexibilidade religiosa", por esperarem umas poucas décadas antes de nivelar ao chão a Catedral de São João Batista em Damasco, ao invés de destruí-la imediatamente à sua chegada. Mesmo?...

E qual o motivo dos defensores do Islã?

Siga o dinheiro. Veja, por exemplo, o ensaio de Giulio Meotti "O Islã Compra a Comunidade Acadêmica Ocidental." Veja também o Programa de Estudos Islâmicos do Príncipe Alweleed Bin Talal na Universidade de Harvard. Ou o Centro Bin Talal de Estudos Islâmicos na Universidade de Cambridge. Ou o Centro Alwaleed da Universidade de Edinburgh. Ou o Centro Abdallah S. Kamel para o Estudo da Civilização e Lei Islâmicas na Universidade de Yale. Ou o Centro Príncipe Alwaleed bin Talal para a Compreensão Muçulmano-Cristã na Universidade de Georgetown. A caixa registradora do prostíbulo transborda de petrodólares.

Siga os forcados e as tochas. Em 2008, Sylvain Gouguenheim, um medievalista francês, publicou Aristotle at Mont Saint-Michel (Nota: Aristóteles no Monte Saint-Michel), argumentando que o Ocidente não está em débito para  com o Islã pelo seu conhecimento de textos gregos antigos. A maioria destes textos foi preservada, traduzida, passada adiante e usada por cristãos. Devido a esta alegação até um tanto modesta, Gouguenheim foi submetido a um "exorcismo acadêmico".

E siga a agenda. A Idade Média serve aos defensores do Islã por uma razão somente: seus projetos atuais. Al-Andalus (Nota: termo islâmico referente à Península Ibérica no século VIII) prova que o "Islã pode efetivamente navegar por um mundo pluralístico". Al-Andalus prova que não há "diferenças essenciais" entre o Islã e o Ocidente. Al-Andalus prova que o Estado de Israel pode ser substituído por um "modelo palestino no qual judeus, cristãos e muçulmanos possam novamente viver sob [proteção] islâmica". E, é claro, a mesquita no local das Torres Gêmeas de Nova York foi denominada "Casa de Córdoba" em referência a um califado na Espanha muçulmana (Nota: a 'Casa de Córdoba' é um centro cultural e religioso islâmico construído próximo ao local onde ficavam as Torres Gêmeas de Nova York; sua localização tornou-se controversa, por supostamente torná-lo um monumento de vitória islâmica).

  E quais táticas os defensores do Islã usam?

Eles enxovalham cristãos. Em um livro da Oxford University Press, cristãos são "um movimento marginal fanático" que resiste aos "benefícios" da grande boa fortuna de terem vivido na Espanha muçulmana. E como os defensores do Islã tratam os 48 mártires cristãos de Córdoba? Eles zombam deles, os caracterizam como seres patológicos e os culpam por suas próprias mortes. Estes mortos eram "encrenqueiros", "auto-imoladores" e culpados de "extremismo" por preferirem a morte como cristãos à vida como muçulmanos. Eles eram masoquistas e o que queriam mesmo era serem torturados.

Pelagius era um menino cristão desejado por Abd-al-Rahman III (Nota: califa de Córdoba de 912 a 961). Pelagius resistiu. Os defensores doutos do Islã não condenam o desejo do califa de estuprar uma criança. Não obstante, eles não perdem tempo com demonstrações de respeito pela dor do menino - uma dor que simboliza incontáveis outros meninos kafir (Nota: termo pejorativo para se referir a não-muçulmanos) estuprados, castrados e mortos, tudo em linha com as regras da jihad. Ao invés, eles condenam cristãos por "demonizarem muçulmanos" ao criarem caso sobre sodomia homem-menino. Nesta deflexão acadêmica, ouvem-se ecos da resposta tipo culpe-a-vítima aos assaltos sexuais em massa ocorridos em Colônia em 2016, ou à ordem dada aos soldados americanos, em 2015, para ignorarem a "brincadeira-com-meninos" no Afeganistão - uma "brincadeira-com-meninos" que, em um caso, envolveu um escravo sexual infantil acorrentado à cama. "Nós podemos ouví-los gritar", relatou um fuzileiro. Respeite a cultura deles, disseram a ele.

Outro método acadêmico de obedecer aos patrões sauditas e distorcer o passado: deixe de fora detalhes significativos. Um livro, publicado pela Ivy League University Press, "não faz nenhuma menção a apedrejamento, circuncisão feminina (Nota: remoção de parte ou de toda a genitália externa feminina - clitóris e pequenos lábios), crucificação, decapitações ou escravidão sexual".

Muçulmanos chamavam cristãos de "porcos". Os mascates do mito paradisíaco andaluz omitem menção a este detalhe. Eles mencionam uma "deleitosa poesia de amor andaluz", sem mencionar que ela foi escrita por escravas sexuais não-muçulmanas, e seu tema não foi sobre o amor entre homens e mulheres muçulmanos adultos e livres. Eles deixam de lado os preços do mercado de escravos. E estes números são significativos. Um escravo negro valia uma soma bem menor do que uma garota branca - obviamente um homem pode realizar mais trabalho do que uma garota. Se estes escravos eram comprados primariamente para trabalho, então os valores se invertiam. Governantes muçulmanos estocavam milhares de tais escravos em seus haréns. Kiz, uma palavra turca usada para escrava sexual, mudou de significado para "mulher cristã". Sakaliba, em árabe, provém da palavra slav, comumente utilizado como referente à etnicidade de pessoas escravizadas. "Todos os eunucos slavs que se encontram sobra a face da Terra vêm da Espanha", escreveu um muçulmano. A negros era reservado um menosprezo similar. Um muçulmano de Toledo escreveu, "Eles são desprovidos de auto-controle e equilíbrio mental, sendo vencidos pela própria volubilidade, burrice e ignorância".

Os defensores do Islã não citam a faxina étnica de cristãos, incluindo, em um evento, a deportação em massa de 20.000 famílias para a África. Eles omitem a menção de como a Espanha muçulmana era hierárquica e estratificada, com homens muçulmanos árabes no topo e várias de suas vítimas ocupando os níveis inferiores. Não-árabes que se convertiam ao Islã não eram considerados iguais, nem tampouco seus filhos da fé. Trezentos de tais muçulmanos com ancestrais cristãos foram crucificados. Quinhentos foram decapitados. Após tal expressão de "tolerância", um poeta andaluz celebrou o "massacre" de "filhos de escravos. Eles tinham apenas escravos e filhos escravos como parentes". Lembre-se - os mortos eram muçulmanos, porém seus ancestrais eram não-árabes cristãos, daí o epíteto "filhos de ecravos".

Outro método de limpar o passado: simplesmente ignore material inconveniente. Ignore material publicado por um historiador militar. Ignore material em qualquer língua a não ser Inglês. Especialmente ignore material escrito em Espanhol. E ignore relatos cristãos de época.

Não obstante, há um outro tipo de apoio ao mito do paraíso andaluz que Fernandez-Morera não discorre detalhadamente. O público tende a enxergar a Espanha medieval sob o contexto do Ocidente do século 21. Cristãos europeus de 711 não eram os imperialistas de séculos mais tarde cujas línguas - Inglês e Espanhol - dominaram continentes inteiros. Judeus não eram impotentes, nem tampouco muçulmanos. A Europa desta época ainda era um lugar onde cristãos eram assassinados por serem cristãos, tanto por pagãos quanto por muçulmanos. Em 614, durante a invasão persa, judeus massacraram cristãos em Jerusalém. Judeus estavam entre os mais proeminentes mercadores de escravos. Por vezes, judeus aliavam-se a muçulmanos contra cristãos na Espanha. Propagadores do mito agraciam instituições muçulmanas dedicadas à memorização e ao estudo das "universidades" corânicas. Elas não eram universidades. Elas seriam mais apropriadamente denominadas "madrassas" (Nota: centro religioso de estudos islâmicos).

Pode-se perguntar se todas as melhores universidades do mundo insistem que o paraíso andaluz é verdadeiro, não um mito, não seria Fernandez-Morera um teórico da conspiração? Do mesmo tipo que o cara que insiste que o governo esconde corpos de alienígenas na Área 51?

Fernandez-Morera, com a destreza de um esgrimista olímpico, coloca em ação as melhores armas do academicismo. Ele resgata a erudição que o "politicamente correto" reduziu ao status de vagabundo de rua. Ele a levanta do chão, sacode sua sujeira e a lembra de seus melhores dias. Ele usa pesquisa e fatos objetivos para defender seu posicionamento. Nada poderia ser mais transgressor no meio acadêmico atualmente. Seus fatos carregam as vozes trovejantes de sinos de catedral há muito emudecidas.

Lendo este livro, sinto como se estivesse correndo atrás de um trem de carga em aceleração. É uma experiência de tirar o fôlego. O material de referência bibliográfica exaustivo de Fernandez-Morera está em pelo menos oito línguas. Fernandez-Morera cita trabalhos antigos e modernos, eruditos os quais ele esfola e com os quais ele concorda. Ele faz soltar faíscas entre textos antigos e notícias de última hora - incluindo a corrida presidencial americana de 2016. Ele usa textos primários, por exemplo, documentos legais muçulmanos. Ele cita tanto sátiras grosseiras como sagas épicas. Considerando esta amplitude de conhecimento, tudo o que falta na bibliografia são citações aos e-mails pessoais que ele trocou com Cervantes, Maimônides, Teresa d'Ávila e El Cid.

Em meio aos esclarecimentos ao leitor acerca de mentiras contemporâneas escabrosas, mentirosos regiamente recompensados, massacres e crucificações passados, Fernandez-Morera permanece, assim como o fazem os verdadeiros eruditos, sobejamente calmo. Nunca ele apela a arengas de ódio ou a hipérboles. Ele reconhece a discriminação praticada por católicos contra judeus e arianos (Nota: no contexto desta revisão, ariano significa aquele cristão que defende o conceito de que Jesus Cristo é o filho de Deus e portanto distinto deste último). Ele não indulge em um relativismo frouxo e preguiçoso: "Todo mundo aprontou". Ele sistematica - e francamente compara muçulmanos, cristãos e judeus, incluindo grupos fortes e minorias dentre todos eles. Não há nada na Europa cristã medieval que se compare à escravidão, haréns, tratamento de mulheres ou ao enorme número de decapitações que existiam em Al-Andaluz, insiste o autor. Enquanto que judeus e cristãos também discriminavam-se uns aos outros e às suas próprias minorias internas, somente no Islã ele encontra a estrutura abrangente, universal e legalmente protegida da "dhimitude" (Nota: 'dhimi' é um termo usado para se referir a um não-muçulmano, enfatizando seu caráter oficial de cidadão de segunda classe).

Fernandez-Morera divide o mito andaluz em sete alegações. O material detalhado abaixo encontra-se referenciado em textos eruditos influentes:
  • O movimento dos muçulmanos na Espanha foi uma "onda migratória". Jihad "não é um fator motivador". Jihad significa uma "luta interna" "para resistir à tentação e vencer o mal". 
  • A Europa cristã foi uma "arena de guerra incessante na qual superstição passou-se por religião e a chama do conhecimento crepitou fracamente". Os habitantes cristãos da Europa eram camponeses brancos ignorantes. "O homem da floresta nunca se afastava muito dela". Eles viviam em "escuridão e depressão", "declínio dramático", "decadência" e "decomposição". Carlos Magno não sabia escrever o próprio nome. 
  • O conquistador muçulmano trouxe um Islã florescente à Espanha. Al-Andaluz foi "um farol iluminador para o resto da Europa... dentre suas conquistas mais proeminentes destacou-se a tolerância... mantendo os princípios do Alcorão". O Alcorão é um "monumento de tolerância". "Líderes mouros (Nota: 'mouro' era um termo utilizado para referir-se a muçulmano) ajudaram a construir casas cristãs de adoração". Sem o fardo de padres, muçulmanos eram "animados pela igualdade... e respeitosos a todas as fés religiosas". Seu Islã era tipificado por um "humanismo pan-confessional". Não tivesse sido pelo "aborto" provocado pela Inquisição Espanhola, o Islã atual refletiria uma versão Al-Andaluz plenamente "reformada". Em resumo, muçulmanos eram "cheios de conhecimento e entusiasmo, sempre apaixonados, escrevendo versos, amigos da música, organizando festivais, danças e torneios diariamente". 
  • A dinastia umíada (Nota: dinastia que correspondia ao califado umíada, que foi o segundo califado seguido à morte de Maomé) foi "iluminada" e "tolerante".
  • A Espanha muçulmana foi uma utopia feminista. "Noventa e nove porcento" dos cristãos europeus eram analfabetos, mas as mulheres muçulmanas "eram médicas e advogadas e eruditas". Atualmente são as políticas ocidentais que criam as "duras condições nas quais as mulheres vivem", incluindo mulheres muçulmanas. "Nós (o Ocidente) somos todos culpáveis". 
  • "Judeus viviam felizes e produtivos na Espanha".
  • A Espanha muçulmana foi uma terra-dos-contos-de-fada para cristãos. "Nem igrejas nem monastérios foram diretamente ameaçados". A Espanha muçulmana foi um "lugar de refúgio". Cristãos "eram bem tratados" e "a eles era permitido cultuar livremente". A Espanha muçulmana "nutria" o cristãos. 
Fernandez-Morera corrige estas alegações.

A conquista muçulmana da Espanha foi uma blitzkrieg (Nota: ataque-relâmpago) impiedosa e religiosamente sancionada, registrada através das palavras de um jihadista criminoso de guerra como tendo trazido o "Dia do Juízo Final" a suas vítimas. Invasores, não migrantes pacíficos, incendiaram todas as igrejas no seu caminho e furtaram de seus escombros para construir suas mesquitas que eram, conforme cronistas muçulmanos atestam, inferiores em construção e projeto aos monumentos cristãos que substituíram. Jihadistas expressaram sua luxúria por escravos sexuais como butim de guerra e o seu "amor à morte". Um deles "queimava de desejo por ferir fisicamente" cristãos. Bibliotecas foram incendiadas, como na Pérsia zoroastrista (Nota: Zoroastrismo era uma religião indo-iraniana praticada na Antiguidade) e na Alexandria cristã. Jihadistas massacraram cadáveres cristãos e ebuliram sua carne em caldeirões. Cruzes eram tão abomináveis que muçulmanos pilhadores antes tinham de quebrá-las para só então poder distribuir seu ouro como butim.

Não, cristãos nativos da Espanha não eram figurantes do elenco de Deliverance (Nota: filme exibido no Brasil sob o nome "Amargo Pesadelo"). Sua cultura era mais avançada que a dos invasores. Os invasores narram histórias compatíveis com esta afirmativa, propalando sua riqueza de saltar os olhos, dos refinados artefatos que eles pilhavam, bem como da grande beleza e refinamento das mulheres que eles carregavam para serem estupradas. Ibn Khaldun comentou sobre a ignorância dos árabes e o baixo nível de sua cultura, além de como eles precisavam dos cristãos e judeus para executarem suas tarefas.

Em 981, Al-Mansur demoliu León (Nota.: cidade ao norte da Espanha). Ele deixou uma torre de pé, como testemunha da elevada qualidade da cidade que estava prestes a destruir. Este relato mostra muito ao leitor acerca dos feitos de jihadistas, de Al-Andaluz às Torres Gêmeas do World Trade Center, dos budas de Bamiyan (Nota: Bamyian é uma cidade afegã onde se encontravam esculturas gigantes de Buda, destruídas por muçulmanos talibãs) a Palmira (Nota: Palmira é um sítio localizado na Síria, parcialmente destruído pelo Estado Islâmico, onde se encontrava uma antiga cidade romana).

Fernandez-Morera escreve que a ideia popular de que o Islã preservou o conhecimento clássico e o repassou à Europa cristã é "sem fundamento". Ele relata que os árabes ficaram estupefatos com o conhecimento de São Cirilo (São Cirilo que viveu no século 9). São Cirilo dizia que os árabes muçulmanos eram como alguém que carregava consigo uma vaso de água marinha e achava que aquilo era algo realmente especial. Eventualmente, ele conheceu um grego que vivia na costa de seu país e que disse a ele que vangloriar-se de tal vaso seria loucura. Sua pátria-mãe já era possuidora de uma abundância infinita de água marinha (Nota: isto é, já era possuidora de vasto conhecimento clássico).

No seu capítulo sobre a realidade diária da vida em Al-Andaluz, Fernandez-Morera presta muita atenção à lei muçulmana. Qualquer questionamento ao Islã ou a Maomé poderia resultar em tortura até a morte. Simples prazeres tais como vinho, alho, carne suína, seda ou música eram condenados. Juízes muçulmanos ordenavam que instrumentos musicais encontrados sob posse privada deveriam ser confiscados e destruídos. Havia porém música - a despeito da condenação. Músicos eram frequentemente escravos não-muçulmanos.

Cristãos e judeus eram elementos poluidores e cuidado extra era tomado para evitar contacto com eles, até mesmo com utensílios usados por estes. Cristãos não podiam sequer passar por túmulos muçulmanos, pois poluíam os mortos. Muçulmanos não podiam aceitar convites ou saudações de Natal. Uma vez tendo um judeu tirado água de um poço, muçulmanos recusavam-se a usar aquele poço.

A alienação física e cultural de um grupo pelo outro suplantava a coexistência. Isto refletia-se na língua. Somente 6% do vocabulário espanhol têm origem árabe. Em comparação, 30% do vocabulário em inglês, uma língua germânica, têm raízes francesas, resultado da conquista normanda de 1606.

Eu tinha de tomar o fôlego ao ler o capítulo sobre os tolerantes umíadas. "Os celebrados umíadas elevavam as perseguições políticas e religiosas, inquisições, decapitações, impalamentos e crucificações a alturas nunca alcançadas por quaisquer governantes na Espanha, antes ou depois", escreve Fernandez-Morera. Eles crucificavam até os mortos, exumando cadáveres de alegados cristãos para profaná-los. Eles crucificavam correligionários muçulmanos - em uma ocasião, 72 eruditos muçulmanos de um seminário de leis religiosas.

Crucificações eram encenadas para serem "espetaculares"e fazer os espectadores "desmaiarem de horror". Algumas vítimas eram fatiadas à morte, lentamente: primeiro mãos, então pés e finalmente a cabeça. Uma vítima foi crucificada no portal do palácio de Córdoba, com os cadáveres de crianças negras penduras por cordas de poço como contrapeso.

A inovação é condenada no Islã, sendo que inovações eram buscadas e eliminadas. Um historiador muçulmano louvou esta vigilância: espiões "penetravam os segredos mais íntimos das pessoas, tanto que [Abd al-Rahman III (Nota: governante umíada de Al-Andaluz de 929 a 961)] podia conhecer cada ação, cada pensamento, tanto de boas quanto más pessoas... os vícios explícitos e ocultos... da população... Deus fez chover presentes sobre ele... por causa de... subjugação dos homens... interrogar os acusados e promover uma inquisição contra eles... aterrorizando-os e punindo-os com severidade". Aquele mesmo Abd al-Rahman, o "servo do mais Misericordioso", declarava que muçulmanos que se desviavam da estrita aderência "mereciam o extermínio".

Al-Andaluz não era nenhum paraíso para mulheres. Considere apenas esta única lei: um homem que comprava uma escrava sexual não-islâmica deveria mutilar sua genitália. Será que este fato não te diz o bastante sobre a Espanha muçulmana? A Espanha muçulmana vivia de escravos. Um de seus principais produtos de exportação eram escravos. Incontáveis milhares foram castrados.

A lei islâmica conta o resto da história: o véu, o apedrejamento, o mandamento paralisante, emudecedor e anulador que exige que a mulher saia em público somente se acompanhada de um parente homem ou que este fale por ela. Um manual legislativo instrui que a "uma esposa muçulmana" é permitido que "divirta-se com outras mulheres, desde que desacompanhadas de homens - porém somente durante o dia e uma vez por semana". Muitas das mulheres celebradas da Espanha muçulmanas eram escravas. A elas era permitido ter uma educação e dominar habilidades as quais seriam consideradas inadequadas a uma mulher muçulmana. "Médicas" provavelmente eram as pessoas que praticavam mutilação genital feminina. Averróis (Nota: um sábio muçulmano andaluz) expressou sucintamente: "Mulheres são usadas apenas para procricação".

A vida para os judeus não era também um mar de rosas. As leis e costumes islâmicos desprezavam judeus. Judeus tinham de saber o seu lugar. Quando eles ascendiam demais, eles e seus correligionários eram mortos. A Espanha muçulmana trabalhou para extirpar populações cristãs nas áreas sob seu controle. "Quando os cristãos entraram em Granada em 1492, não havia dhimmis cristãos na cidade".

Cristãos e judeus aos quais era permitido viver não o poderiam fora de quaisquer conceitos de "tolerância". Umar era sogro, correligionário e sucessor de Maomé. Seu título era “faruq", isto é, aquele que separa o certo do errado. Umar declarava explicitamente que muçulmanos deveriam manter cristãos e judeus vivos para poderem ser parasitados. "Os muçulmanos de nossos tempos comerão às custas destas pessoas enquanto foram vivas... nossos filhos comerão às custas dos filhos deles para sempre". Como? Através da jizya, o imposto sobre cristãos e judeus.

Futuras edições do "O Mito do Paraíso Andaluz" deveriam ser melhoradas através das seguintes mudanças: Fernandez-Morera não menciona o trabalho pioneiro de Edna Bonacich sobre "intermediários de minorias" (Nota: Edna Bonacich é uma socióloga autora do livro 'A theory of middleman minorities - Uma teoria sobre minorias intermediárias', onde disserta sobre o fenômeno de imigrantes que, muito embora residam e produzam no país que os recebeu, nunca efetivamente constituem uma minoria assimilada de forma completa, nem perdem o vínculo com o país de origem, daí o termo 'intermediário'). Ele deveria mencionar isso.

Ilustrações a cores melhorariam este livro. Como teria sido a Basílica de São Vicente antes de ter sido destruída pelos muçulmanos? Manuscritos com iluminuras, mapas, estilos de construção. Todos poderiam ter sido descritos em imagens, tanto quanto em palavras. Um glossário de muitos termos em línguas não-inglesas, bem como uma linha do tempo com datas, marcos e personagens, também teriam sido úteis.

As 95 páginas de material de rodapé de Fernandez-Morera, em tamanho de fonte bem pequeno, contém muito coisa que na verdade deveria estar no texto principal do livro. Sim, o livro é de leitura fluida e acessível, apesar de o material de rodapé talvez tornar o texto mais longo e a leitura um pouco tortuosa. De toda forma, há muito neste material que mesmo o leitor menos compenetrado não deveria perder.



domingo, 23 de outubro de 2016

Análise sobre o "Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens", de Russeau


O ensaio abaixo diz respeito à obra original para toda a ideologia comunista (muito embora, à época, o seu autor, Jean-Jacques Rousseau, não tivesse consciência disto). Junto com o 'Contrato Social', o 'Discurso' tornou-se a base ideológica do lado esquerdo da Convenção Nacional durante a Revolução Francesa. Os políticos que ocupavam aquele lado da Convenção reinterpretaram o 'Discurso' e o 'Contrato Social', fundando, à época uma doutrina política, semelhante aquela que hoje chamamos de comunismo. 
UMA ANÁLISE DO LIVRO 'DISCURSO SOBRE A ORIGEM E OS FUNDAMENTOS DA DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS',   DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU
(Ed. Edipro, 2015)

Roberto Esteves

O AUTOR E SUA OBRA

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um iluminista e ensaísta suíço radicado na França. Estabeleceu a base ideológica dos políticos do lado esquerdo da Convenção Nacional existente na Revolução Francesa, através da obra ora analisada e do 'Contrato Social'. O 'Discurso' foi a resposta de Rousseau a um concurso promovido em 1753 pela Academia de Ciências, Artes e Belas Letras de Dijon, que lançava a pergunta: 'Qual é a origem da desigualdade entre os homens e será ela autorizada pela lei natural?' É considerada por alguns filósofos políticos como a obra original do que é hoje conhecido como ideologia comunista.

Rousseau considerava seu alegado fracasso material uma consequência da usurpação do Estado. Justificava sua indisposição ao trabalho para terceiros como uma atitude necessária para evitar a 'servidão' e a 'patifaria'. Teria substituído uma carreira de financista e cobrador de impostos pelas profissões de artesão e copista de música, por este motivo. Recusava benefícios de patrocinadores.

O 'Discurso' é resultado de um experimento mental de Rousseau. Trata-se de um exercício filosófico e antropológico, no qual é proposto um modelo baseado num hipotético homem da natureza que evolui historicamente até o assim chamado homem civil. Efetivamente, o 'Discurso' é baseado em dados históricos reais, que porém vão se tornando inconsistentes à medida em que Rousseau retrocede ao homem da natureza quando, de acordo com o próprio autor, seu modelo se torna totalmente hipotético.

Utilizamos a obra 'Dicionário de Filosofia', de Nicola Abbagnano (Ed. WMF Martins Fontes - 2012) e o Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa (Ed. Nova Fronteira - 1988),como literatura de apoio.


DEFINIÇÃO DE TERMOS

Rousseau descreve de forma clara alguns dos termos que utiliza em seu 'Discurso', não estendendo todavia tal clareza a todos os jargões que adota. De toda forma, propomos ao leitor uma relação de definições das expressões utilizadas por Rousseau, dentro do contexto da obra analisada que, acreditamos, irão facilitar sua leitura.

contrato social

Acordo entre indivíduos e entre estes indivíduos e um governante, tácito ou documentado, no qual todos, em prol da sociedade, abrem mão de certas liberdades e assumem determinadas obrigações entre si e entre si e o governante, em troca das vantagens de viver nesta sociedade. Uma Constituição é um exemplo de contrato social.

desigualdade

Condição gerada pela perfectabilidade (veja adiante) , cuja principal consequência será um desempenho econômico, material e social diferenciado entre indivíduos. De acordo com Rousseau, há dois tipos de desigualdade: (1) natural (determinada por diferenças de natureza biológica entre os indivíduos) e (2) moral (a desigualdade institucionalizada). Novamente, de acordo com Rousseau, assumindo que a desigualdade é um estado distante daquele do homem da natureza (veja adiante), pode-se afirmar que ela seria algo de desnaturado.

desprovidos

Homens com menor grau de perfectabilidade e que por isto não seriam capazes de obter o mínimo de que necessitam para sobreviver.

homem civil

O homem vivendo em uma sociedade organizada e civilizada. Condição oposta à do homem da natureza.

homem da natureza

O homem em seu estado natural mais primitivo. São suas características: (1) liberdade, (2) independência de outros homens ou do que estes possuem, (3) amoralidade (porém sem uma maldade intrínseca), (4) amor-próprio egoísta (moderado porém pelo desconforto em ver outro homem sofrer) e (5) perfectabilidade é a única coisa que o distinguiria dos animais. Trata-se de uma condição oposta à do homem civil.

perfectabilidade

Capacidade de um indivíduo se aperfeiçoar, associada a características intrínsecas tais como talento pessoal, força física, grau de necessidade e disposição para o trabalho, de forma isolada ou em associação.

pobre

Aquele que não tem o necessário à vida. Pobre seria uma condição decorrente da condição de desprovido. Rousseau não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como pobre.

providos

Homens com maior grau de perfectabilidade e que produzem com superfluidade (veja adiante), como consequência à sua capacidade de querer materialmente.

rico

Que possui muitos bens ou coisas de valor. Rico seria uma condição decorrente da condição de provido. Rousseau não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como rico.

superfluidade

Condição na qual os providos são capazes de obter mais do que necessitam para sobreviver.

PREFÁCIO

Perfectabilidade é a origem da desigualdade, já que os homens da natureza não teriam podido aperfeiçoar-se de maneira uniforme. O estado da natureza é hipotético, além de inatingível pelo homem civil.

PRIMEIRA PARTE

O amor-próprio egoísta, característico do homem da natureza, antes moderado por um desconforto em ver outro homem sofrer, teria se transmutado com o homem civil em uma verdadeira indiferença ao sofrimento das pessoas à sua volta. Tais amor-próprio egoísta e desconforto em ver outro homem sofrer teriam passado a equivaler às leis e à virtude, próprias do homem civil, respectivamente.

A desigualdade moral, ao final, teria eventualmente retro-influenciado a própria desigualdade natural.

Rousseau assume que não teria existido servidão entre homens da natureza.

Para tornar um homem da natureza mau bastaria transformá-lo em um homem civil.

SEGUNDA PARTE

O homem da natureza que primeiro teria cercado um terreno, declarado "isto é meu" e convencido outros homens da natureza à sua volta disto, pode ser considerado o primeiro homem civil. Já a desigualdade entre os homens da natureza teria sido deflagrada pela perfectabilidade. Decorrências desta desigualdade teriam sido:

Primeiras formas de moradia

Corresponderiam às primeiras formas de desigualdade sentidas pelos homens da natureza desprovidos, moradias estas construídas por homens da natureza providos. Deste evento teriam surgido sentimentos de estima de homens da natureza pelo provido, de desprezo pelo desprovido e de desejo de retaliação por parte deste último.

Primeiras comodidades

À criação das primeiras comodidades, teria se seguido pela primeira vez a sensação de infelicidade pelo homem da natureza, que a desconhecia até então. Este sensação teria se originado da eventual perda destas comodidades.

Criação do homem civil rico (o rico) e do homem civil pobre (o pobre)

A semeadura primitiva da terra pelo homem da natureza foi seguida pela agricultura. Já esta última teria demandado a partilha da terra, de onde teriam surgido as primeiras propriedades relativas ao solo. Ora, se a terra era agora propriedade, então o fruto do trabalho agrícola dos agora homens civis também o seria. Os pobres eventualmente teriam terminado por não dispor de terras suas para promover sua subsistência, tendo por fim de trabalhar para os ricos ou serví-los. A força do rico e/ou a necessidade do pobre teriam sido eventualmente direcionadas a um assédio mútuo. A instabilidade e insegurança decorrentes teriam motivado os ricos a criarem um mecanismo estabilizador social, composto de dois diferentes sistemas:

Um sistema legal que normatizasse a propriedade sobre o solo e seus produtos.
Um sistema jurídico que intermediasse eventuais disputas.

Consequências destas instituições teriam sido:

O homem civil teria tido de abrir mão de parte de sua liberdade natural em troca dos benefícos proporcionados por este mecanismo.
A legalização da propriedade teria legitimado a desigualdade, consolidando-a de forma permanente.

Não obstante, os homens civis teriam percebido que, devido à ausência de uma força impositora, o mecanismo estabilizador que criaram não teria sido por si só suficiente para regular sua sociedade. Para impor tanto as leis criadas quanto as decisões jurídicas tomadas, os homens civis teriam criado um sistema executivo e o delegado a outros homens civis considerados fortes. Desta forma, estabeleceram por fim o que Rousseau identificou como um contrato social. Eventualmente, este contrato, bem como a sociedade que o estabeleceu, se degeneraram em uma ditadura escravagista, hereditária e divinizada.

Rousseau resume cronologicamente os tipos de fenômenos sociais promovidos por estas sociedades e as relações antagônicas que evoluíram daí:

direito à propriedade: rico vs. pobre
concessão de poder a um governante: poderoso vs. fraco
degeneração do governante em relação ao poder concedido: senhor de escravos vs. escravo

Se por um lado o início da desigualdade teria sido a demarcação de um terreno por um homem da natureza, o extremo oposto desta desigualdade teria sido o despotismo que escraviza o cidadão. Já a desigualdade prevalente entre os homens civis teria sido perpetuada pelas consequências da perfectabilidade, tais como riqueza, status social, grau de poder e mérito pessoal. De acordo com Rousseau, o sentimento de superioridade associado à desigualdade teria sido capaz de gerar prazer, tanto entre homens da natureza como entre homens civis, sendo por isto a desigualdade ativamente buscada.

Em resumo:
Rico → poderoso → senhor de escravos
Pobre → fraco → escravo

Segundo Rousseau, estes tipos de relação somente poderiam ser transformados através de revoluções.

COMENTÁRIOS DO AUTOR DESTE ENSAIO

Podemos resumir esquematicamente o modelo de evolução social proposto por Rousseau (as caixas de tom escuro correspondem a proposições hipotéticas deste autor e as de tom claro às apoiadas por fatos históricos).

 
Podemos também resumir esquematicamente a evolução dos tipos individuais, segundo a visão de Rousseau.


Rousseau efetivamente foi bem sucedido em seu objetivo de criar um modelo hipotético plausível para explicar a origem da desigualdade entre os homens em seu 'Discurso'. Não obstante, justamente por ter sido uma proposição hipotética apenas, ele não se obrigou a considerar os seguintes aspectos de real ocorrência e que poderiam influenciar a dinâmica por ele engendrada:
  • Ao longo de suas existências, desprovidos poderiam se tornar providos e vice-versa, dependendo de seus interesses, necessidades e circunstâncias históricas diversas. Esta dinamicidade poderia emprestar uma mobilidade social natural e que não requereria nenhum tipo de sublevação para que ocorresse.
  • Em situações extremas e de forma semelhante, ricos poderiam vir se tornar pobres, bem como escravos poderiam vir a se tornar senhores de escravos e vice-versa, de forma violenta ou não.
  • Sociedades de homens da natureza e de homens civis poderiam eventualmente ter contacto, com influência recíproca de suas culturas e diluição do modelo de Rousseau.
  • A normatização da propriedade, citada por Rousseau, seria a responsável final pela consolidação da desigualdade dentro da sociedade dos homens civis. Todavia, teria sido justamente esta normatização que teria assegurado a estabilidade necessária ao desenvolvimento desta mesma sociedade. Disto pode se inferir que, sem a desigualdade, a sociedade do homem civil não poderia ter sido criada e o 'Discurso sobre a Desigualdade' sequer ter sido escrito um dia. 



sábado, 22 de outubro de 2016

Ashura no Brasil: "morte aos tiranos"


Grupo muçulmano xiíta do Centro Iman Hussein celebrou a Ashura com uma passeata no centro de São Paulo em 12-10-2016. A Ashura é o festival muçulmano xiíta que celebra a morte de Hussein, um neto de Maomé, durante uma guerra civil, entre muçulmanos sunitas e xiítas, para decidir quem tomaria conta do califado (leia sobre a Ashura clicando aqui).


A página do Facebook do Centro do Imam Al Mahdi de Diálogo no Brasil diz o seguinte:
"Caminhada religiosa pelo Imam Hussein (a.s.) em São Paulo, pela primeira vez no Brasil, pela lembrança do martírio do Imam Hussain (a.s.) neto do Profeta Mohamad (s.a.a.s) que foi morto por ter defendido a liberdade, a paz, justiça, o bem."
Como tudo no islão, existe o duplo-sentido. O Imã Hussein estava metido em uma guerra civil para decidir quem iria ficar como califa. Ele perdeu não só a Batalha de Karbala bem como a sua vida. Ele não estava defendendo a liberdade, a paz, a justiça e o bem. Ele estava lutando pelo poder e para se tornar o califa.

A festa da Ashura é uma celebração da morte, com derramamento de sangue, inclusive de crianças. É claro que eles (ainda) não fizeram isso desta vez. Contudo a faixa da comissão de frente deixa esta celebração da morte bem clara:
"Não vejo a morte senão como felicidade e a vida com os tiranos senão como humilhação."
Será que o imã Hussein disse isso mesmo, ver a morte como felicidade, ou foram os seus seguidores que colocaram estas palavras na sua boca para criar um mito em torno dele para manipular o povo? E o restante da frase, ver a vida com os tiranos senão como humilhação, será que ele se sentia bem com ele mesmo?

Agora, vamos a trechos do vídeo da caminhada. O vídeo é longo e mostra o punhado de xiítas andando. Vamos ressaltar o trecho mais importante, que foi o discurso feito no começo.

Escutem o áudio do vídeo. O discurso exalta a morte. Mas a morte de quem? A morte deles próprios ou a dos "tiranos" a quem se referem em sua faixa? Quem são os " tiranos"? Eu? Você? Algum "desafeto" pessoal deles? Aquele que denuncia o Alcorão como o livro de ódio que ele é? Aquele que critica a lei islâmica Sharia? Aquele que "ofende" ao relatar os crimes que Maomé cometeu durante a sua vida (*)? Aquele que se recusa a aceitar o islamismo? O muçulmano que deixa de ser muçulmano? Quem?

(*) Maomé foi um senhor da guerra e terrorista, ladrão, assassino, mandante de assassinatos, pervertido sexual, pedófilo, mercador de escravos e pirata (leia mais aqui).

https://youtu.be/-7hZdQc_InM ok


E qual o entendimento da palavra "justiça" no islamismo? Justiça é o estado no qual a Lei Islâmica Sharia é a única lei da terra, e todas as decisões judiciais são baseadas apenas sobre ela. Justiça existe quando os não-muçulmanos não têm direitos perante um tribunal, e quando o testemunho de duas muçulmanas é igual ao de um muçulmano.

E o que é opressão? Opressão é quando um país não é governado pela lei islâmica, ou quando existem  ações de resistência à implementação da lei islâmica.

No Irã, onde o islamismo xiíta é melhor aplicado, estão passíveis de morte os ex-muçulmanos, os cristãos, os Bahá'í, as mulheres, os homossexuais, ...

(como sugerido anteriormente, leia este artigo "O que o Brasil ganha com a introducão da ideologia xiíta oriunda do Irã, um país que segue a Sharia e é um dos mais intolerantes do mundo? Xeiques xiítas no Brasil")

Um discurso de apologia à morte é algo muito perigoso, potencialmente perigoso os desdobramentos que esse discurso pode ter. Ainda mais se consideramos quem o faz: representantes da idologia que rege um dos países mais intolerantes do mundo, o Irã, país este que desrespeita os direitos humanos de forma absoluta, e que além disso, é promotor do terrorismo a nível internacional. 

Mulheres se vestindo dentro dos padrões xiítas. No Irã as mulheres são obrigadas pelo governo a se vestirem deste modo, caso contrário, são acossadas na rua pela "polícia da virtude" podendo até mesmo serem presas (aliás, o mesmo ocorre na Arábia Saudita). O islão é tão lindo e tolerante. 

Muçulmanos sunitas e xiítas podem estar em conflito a 1400 anos, para ver quem é o melhor muçulmano. Contudo, é importantíssimo ter em mente que, no tocante ao tratamento dos não muçulmanos, dos ex-muçulmanos, dos homossexuais e das mulheres, eles estão 100% de acordo, pois eles seguem o que é prescrito pelo mesmo Alcorão e são inspirados pelas ações e dizeres do mesmo criminoso (Maomé). 


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Revista Viagem, da Abril, promove a Mesquita de Paris


Revista Viagem, da Editora Abril (outubro de 2016), indica a Mesquita de Paris como um dos nove melhores lugares para se visitar naquela cidade.

A reportagem de Helena Bagnoli, com fotos de Marcos Araújo, traz como seu titulo "9 lugaress em Paris para iniciados", como se oferecesse opções fora do circuito turístico eminentemente parisiense.


Inacreditável, a repórter indica a Mesquita de Paris como o sétimo lugar mais interessante da capital parisiense nesta lista.

No seu texto, ela diz que a mesquita é um lugar bom para se aprender sobre a cultura árabe. Será que ela não sabe que "árabe" não é sinônimo de muçulmano? Será que ela, como repórter de viagem, não aprendeu que existem árabes cristãos? Aliás, os árabes cristãos pré-datam os árabes muçulmanos? Mas os árabes cristãos vem sendo exterminados ao longo dos séculos pelos árabes muçulmanos, e o processo continua até os dias de hoje, incluindo também os ateus e ex-muçulmanos.


Será que se a repórter soubesse o que a lei islâmica prescreve para as mulheres ela ainda promoveria a mesquita de Paris?

Por exemplo, veja o que a lei islâmica diz no tocante a "circuncizão feminina." O tratado de Lei Islâmica The Reliance of the Traveller diz, na sua versão em árabe:

e4.3 Circuncisão é obrigatória (para cada homem e mulher) pela remoção do pedaço da pele da glande do homem, mas a circuncisão da mulher se dá pela remoção do clítoris (isto é chamado Hufaad).”


Repórter Helena Bagnoli, veja este resumo sobre os "direitos das mulheres sob o islão." E reflita bem se vale a pena ficar promovendo o islamismo. 

A propósito, nós mantemos uma lista sobre as consequências da aplicação da lei islâmica ao redor do mundo, e como as mulheres sofrem com ela. Fique à vontade para consultar: Parte 1 e Parte 2

Os repórteres também fiquem à vontade para se inteirarem sobre o papel da Mesquita de Paris no crescimento do jihadismo na França, lendo do artigo A Islamização da França em 2015, escrito por Soeren Kern e publicado pelo Gastestone Institute. 


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sim, os muçulmanos idolatram Maomé, um templo pagão e uma pedra


Há alguns dias atrás, o xeique Rodrigo Rodrigues, da Mesquita do Parí, fez um sermão onde ele afirmou que "o muçulmano não idolatra pessoas." O fato é que o islão é notório em convencer os seus devotos que ele é o monoteísmo mais puro que existe, quando na verdade ele está afogado em paganismo e adoração de ídolos (idolatria).

Diáriamente, e repetidamente, muçulmanos se prostram para um cubo gigante em Meca, um cubo que era um templo pagão no tempo de Maomé. Muçulmanos fazem uma peregrinação para Meca, de modo a andarem em círculos em torno deste cubo gigante, do mesmo modo que os pagãos do tempo de Maomé faziam. No processo, eles se empurram para poderem tocar e beijar a pedra negra, pedra esta que já era um ídolo pagão no tempo de Maomé. Não existe objeto inanimado algum no mundo que receba mais atenção e reverência que os ídolos inanimados do islão.

Muçulmanos andando em círculos em torno do cubo gigante (Caaba) e adorando a pedra negra

E, mesmo assim, os muçulmanos acreditam que a sua religião não possui ídolos.

E a coisa fica ainda mais interessante quando os muçulmanos se curvam para este cubo sem vida, eles rezam para Maomé.

Muçulmanos rezam para Maomé sem nunca pensaram naquilo que eles estão dizendo.

Durante uma parte das suas orações, os muçulmanos dizem:  assalamu alaika ayyuhan nabiyyu. Isso significa "paz esteja com você, ó profeta." Muçulmanos ao redor do mundo estão falando diretamente com Maomé nesta parte das suas orações (e muitos fazem isso sem saber).

Existe uma grande diferença entre dizer "Alá, por favor, envie paz para o profeta" (se dirigindo a Alá) e dizer "paz esteja com você, ó profeta" (se dirigindo ao próprio Maomé).

Ao se dirigirem a Maomé durante as suas preces é porque os muçulmanos acreditam que Maomé pode os ouvir. Mas, qual atributo Maomé precisa ter para poder ouvir as preces de muitos muçulmanos ao redor do mundo? Onipresença, um atributo divino.

Por que os muçulmanos, tão cuidadosos em não associarem parceiros com Alá, rezam para Maomé? Porque o próprio Maomé os ensinou a fazer isso.

Por exemplo, no Hadice 831 de Bukhari, Maomé ensina seus discípulos a rezar do seguinte modo:
"Todos os cumprimentos, as coisas boas vem de Alá, paz esteja com você, ó Profeta e a misericórdia e as bênçãos da Alá estejam com você. A paz esteja conosco e com os verdadeiros escravos piedosos de Alá." Se vocês disserem deste modo, será para todos os escravos, no céu e na terra. 
Maomé ensina aos muçulmanos para falarem diretamente para ele quando eles rezam. Mas Maomé também ensinou seus seguidores a rezarem para ele quando eles precisarem de algo. O texto contido no item w40.3 do manual de lei islâmica The Reliance of the Traveller narra um evento quando um cego se aproximou de Maomé pedindo para ele curá-lo. Maomé respondeu dizendo para ele se lavar e fazer a seguinte oração:
"Ó Alá, eu Te peço e me viro à Você através do meu profeta Maomé, o profeta da misericórdia; Ó Maomé, eu busco a sua intercessão com o meu Senhor pela recuperação da minha visão." O profeta disse ainda "se existir alguma outra necessidade, façam o mesmo." 
Maomé ensina seus seguidores para rezarem para Alá e para Maomé. E, para qualquer outra necessidade, rezarem para Alá e para Maomé.

Muçulmanos rezam para Alá e para Maomé, continuamente, ao mesmo tempo em que acusam todos os outros de idolatria e paganismo.

O pior pecado que existe no islão é shirk, que significa 'associar parceiros a Alá' ou 'atribuir atributos divinos a qualquer outra pessoa, ou objeto, além de Alá.' Mas os muçulmanos fazem os dois, várias vezes por dia.

Considerando que existem, talvez, 1 bilhão e meio de muçulmanos no mundo, pode-se concluir que o islamismo é a maior fonte de shirk, idolatria e paganismo da história! E quem é a causa disso? Maomé.

(existiram outras religiões igualmente baseadas na idolatria e paganismo, mas o islão é a mais bem sucedida de todas).

Maomé é o responsável por ensinar seus seguidores a rezarem virados para um templo pagão (a Caaba), beijarem uma pedra pagã (um ídolo), e a conversar com ele durante suas orações, atribuindo a ele o atributo divino da onipresença.

Maomé é responsável por mais shirk do que qualquer outro homem na história. E o que o Alcorão diz ser a punição para quem promove shirk?
E quem traz um mal (feito) (por exemplo, Shirk - politeísmo, descrença na Unicidade de Alá e todo ato mal e pecaminoso), eles serão lançados para baixo (inclinados) em seus rostos no fogo. (E será dito a eles) "Você está sendo recompensado em nada, exceto o que você costumava fazer?" (Alcorão 27:90
Em geral, se o seu profeta, segundo o seu próprio livro, foi condenado ao inferno ... talvez esteja na hora de um novo profeta.

Maomé, segundo o seu próprio livro, está no inferno

(agradecimentos a David Wood)


Um meme que diz muito: