sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Análise do Livro "Regras para Radicais", de Saul Alinsky


UMA ANÁLISE DO LIVRO 'REGRAS PARA RADICAIS - UMA CARTILHA PARA RADICAIS REALISTAS', DE SAUL ALINSKY               (Ed. Vintage Books - 1971; sem edição em Português)

Roberto Esteves
Este assunto é pertinente por dois motivos. Primeiro, devido à aliança profana que existe entre a Esquerda e o Islã. Segundo, devido ao fato do islamismo estar usando de estratégia bastante parecida para conquistar o poder nas sociedades ocidentais, penetrando-as lentamente. Leia depois estes outros artigos: 1. Revisão do livro "A Revolução Gramscista no Ocidente" e 2. Marxismo Cultural oferece campo fértil para a proliferação da Sharia e da Jihad

1- O AUTOR

Saul D. Alinsky foi um judeu americano formado em Filosofia e criminologista por profissão. De orientação esquerdista, porém não-alinhado, era contra o sistema capitalista americano, que julgava injusto. Fundou ONGs de orientação 'comunitária' nos EUA. Teve contactos pessoais com Hillary Clinton, a qual escreveu uma monografia sobre seus métodos. Barack Obama atuou como advogado em uma organização que ele ajudou a fundar e que se orientava por seus métodos (ACORN - Association of Community Organizations for Reform Now). Faleceu em 1972.

2- DEFINIÇÃO DE TERMOS

Alinsky não define nenhum dos termos específicos que utilizou em seu livro. Isto torna inferências resultantes da interpretação de sua obra sujeitas a diferenças significativas em relação ao real significado do seu conteúdo. De toda forma, compartilhamos algumas definições propostas pelo autor do ensaio que, acreditamos, serão de auxílio ao leitor:

comunidade:

Coletividade de desprovidos (veja adiante).

comunitário:

Indivíduo que pertence à comunidade que se pretende organizar (veja adiante).

desprovidos:

Indivíduos que alegadamente padecem de um baixo status material e social. Alinsky não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como desprovido.

ética de meios e fins:

Conceito que relativiza a ética de um determinado meio, de acordo o valor do fim que se quer obter. Por exemplo, furtar um pedaço de pão para saciar a fome. Furtar seria considerado um meio anti-ético porém, dado o baixo valor de um pedaço de pão e o nobre fim a que se destina - saciar um faminto -, este meio não seria doravante considerado anti-ético.

organizador de comunidades:

Indivíduo profissionalmente dedicado a instruir comunidades sobre como reivindicar o que estas julgam ser seu direito social. Esta expressão tem uma conotação operacional. Não obstante, no contexto deste ensaio, ela pode ser utilizada de forma intercambiável com o termo radical.

providos:

Indivíduos que alegadamente gozam de um bom status material e social. Alinsky não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como provido.

radical:

Revolucionário. Este termo tem uma conotação política. Não obstante, no contexto deste ensaio, ele pode ser utilizado de forma intercambiável com a expressão organizador de comunidades.

sistema:

Termo genérico de conotação negativa que denota o conjunto político, social, legal e econômico de uma sociedade ocidental.

3- DEDICATÓRIA

"Não devemos nos esquecer de olhar ao passado para dar crédito ao primeiro radical de todos: de todas as lendas, mitologia e história (e, quem sabe onde a mitologia termina e começa a história - ou qual é qual), o primeiro radical conhecido pelo homem que se rebelou contra o sistema estabelecido, e o fez tão eficazmente que, pelo menos, ganhou seu próprio reino - Lúcifer."

Trata-se de uma declaração de simbolismo marcante, a qual Alinsky nunca justificou. Interpretações possíveis à luz desta dedicatória seriam:
  • Lúcifer simbolizaria o rebelde subversivo que desafia o poder vigente. Alinsky aspiraria portanto ser tão-somente um rebelde subversivo, assim como Lúcifer.
  • Lúcifer não lutou contra Deus no Paraíso por se encontrar na condição de desprovido. Ele queria tão-somente derrubar Deus e ocupar seu lugar, o que caracteriza seu movimento simplesmente como um golpe para a tomada do poder. Alinsky estaria portanto em uma luta subversiva pelo poder nos EUA, desvinculada de qualquer aspecto socio-econômico. Esta interpretação é reforçada pela observação de que, muito embora Alinsky alegue ser um defensor dos desprovidos, Lúcifer não defendia ninguém além de si mesmo. 
  • Na dedicatória, Alinsky observa, entre parênteses, a linha indistinta que separaria a mitologia (fantasiosa) da História (real), no que concerne a Lúcifer. É plausível portanto propor que o autor considera ter havido uma real influência de Lúcifer no desenrolar da História, o que indicaria uma crença mística de Alinsky em Lúcifer. Alinsky estaria portanto promovendo uma nova etapa na História da humanidade, por influência direta de Lúcifer. 
  • Ao fundar o seu reino, Lúcifer poderia ter criado um segundo Paraíso, se assim desejasse. No entanto, preferiu criar um lugar de sofrimento e agonia eternos - o Inferno -, destinado às almas dos seres humanos. Alinsky teria a intenção, portanto, de copiar o modelo de Lúcifer, criando o Inferno na Terra. 
4- PRÓLOGO

Alinsky anuncia que seu livro é um manual prático para radicais atuarem como organizadores de comunidades.

O autor defende que uma iniciativa revolucionária deve sempre ser precedida de uma reforma ideológica na sociedade, e não desafiá-la frontalmente em seu início.

Estabelece um dos fundamentos conceituais de seu método: não se deve lutar diretamente contra o sistema, deve se penetrar nele por vias usuais e implodí-lo a partir de dentro.

5- O PROPÓSITO

O autor defende que a emotividade do radical e de seus comunitários deve ser canalizada para uma ação planejada.

O controle sobre o fluxo de eventos deve estar sujeito a constante adaptação, e nunca ser exercido de forma 'engessada', isto é, segundo um protocolo inicial estrito.

Mudanças estabelecidas em uma sociedade não são mais benvidas, uma vez esta mudança tendo se instalado. Um exemplo que Alinsky utiliza é o da Independência da Índia, no século 20. Gandhi utilizou amplamente técnicas de não-violência para fazer os ingleses abrirem mão de sua colônia, as quais foram explicitamente proibidas  pelo novo governo indiano, de tal forma que não houvesse um segundo movimento revolucionário anti-governo.

Antes de haver a subversão social, a classe dominante (isto é, os providos), deverão entrar em um estado de desatenção.

6- DE MEIOS E REGRAS

Alinsky estabelece algumas regras de natureza pragmática para o radical acerca de como enfrentar dilemas de natureza moral e ética que eventualmente ocorrerão durante seus trabalhos, todas baseadas em relativização de mesma natureza:

Primeira Regra:

A preocupação de um indivíduo com a ética de meios e fins varia inversamente com seu interesse pessoal no assunto.

Não há tons de cinza numa guerra ou quando se defende uma causa. A dinâmica deverá sempre a do Bem (isto é, nós) contra o Mal (isto é, eles).

Segunda  Regra:

Julgamentos devem ser contextualizados dentro da época em que o evento julgado ocorreu. Isto significa que padrões éticos são relativos e mudam ao longo das eras e de acordo com a sociedade.

Terceira Regra:

A preocupação com a ética é inversamente proporcional aos recursos disponíveis ou ao interesse em jogo. Isto significa que, quão menores forem os recursos disponíveis a um radical e maior o seu interesse, mais lícita será considerada uma menor aderência a princípios éticos.

Quarta Regra:

A definição de herói ou de traidor depende do sucesso atingido pelo executor do ato. Isto significa que praticar um ato nobre que porém sacrifique o objetivo da missão transformará o radical em um traidor. Opostamente, um ato vil que facilite alcançar o objetivo da missão o transformará, em última instância, em um herói.

Quinta Regra:

A moralidade se torna mais elástica quando se está à beira da derrota ou no limiar da vitória. Isto significa que o radical deve estar pronto a ser amoral para evitar uma derrota ou para buscar uma vitória iminentes.

Sexta Regra:

O que é visto por você como ético é visto como anti-ético pelo inimigo, e vice-versa. Isto significa que o radical deve estar pronto a condenar seu inimigo por ter feito o oposto do que ele fez, e esperar críticas dele nas mesmas circunstâncias.

Sétima Regra:

Sua justificativa ideológica será ditada pelos seus recursos. Isto significa que são os recursos, e não as convicções e princípios de um radical, que irão ditar a sua orientação ideológica.

7- A EDUCAÇÃO DE UM ORGANIZADOR

Não há ação política sem haver antes polarização. É importante portanto estabelecer a dinâmica de 'nós versus eles', antes de qualquer iniciativa desta natureza. A busca de um meio-termo não pode prevalecer nos procedimentos de um organizador de comunidades.

O organizador de comunidades deve manter a mente livre e aberta, sempre com relativização política pragmática.

Um líder cria poder para si, um organizador de comunidades cria poder para os comunitários.

8- COMUNICAÇÃO

Use elementos de interesse explícito da plateia à qual você vai se dirigir - evite linguagem abstrata.

9- NO INÍCIO

O organizador de comunidades deve buscar ser chamado de 'inimigo' pelos setores contra os quais luta, pois isto dá status a ele ou ela na comunidade a qual tenta organizar. A recepção negativa proporcionada pelos providos deve ser seu cartão de visitas.

9.1- Política após o poder

Sem antes acreditar que se tem o poder para causar uma mudança, o comunitário não irá se mexer, não importa o que o organizador de comunidades diga. Este último deverá antes provê-lo com poder real, em seguida surgirá o interesse em promover a mudança.

O organizador de comunidades deve servir de escudo para a comunidade durante as primeiras retaliações dos providos. Não obstante, se ele ou ela for bem sucedido(a), o mérito terá sido da comunidade.

À medida em que o poder da comunidade for aumentando, o organizador de comunidades poderá se afastar.

9.2- O princípio de poder

Organização precede o poder político que precede a mudança, não o contrário.

O organizador de comunidades deve ensinar à comunidade que ela sim pode obter poder político, através de sua organização. Ele ou ela deverá selecionar suas lutas, nesta ordem de preferência: (1) vencíveis e importantes, (2) vencíveis e desimportantes, (3) difíceis e importantes e (4) difíceis e desimportantes

Na verdade, toda comunidade é organizada de alguma forma, porém não da maneira que interessa ao organizador de comunidades. Isto significa que ele ou ela deverá desintegrar o modelo anterior e reorganizar a comunidade, de acordo com seus objetivos. A forma de obter isto é disseminar a insatisfação com o modelo de organização anterior entre os comunitários e estimulá-los ao confronto uns contra os outros. Uma técnica factível é transformar uma pequena diferença entre eles em um verdadeiro caso e agitar a comunidade até o ponto de conflito.

O organizador de comunidades deve associar os interesses individuais dos comunitários à mudança que ele ou ela quer causar (por exemplo, rede de esgoto em uma rua específica ou maior número de vagas em uma creche específica) - quanto maior o número de interesses individuais, maior o nível de organização que será obtido.

10- COMO OS DESPROVIDOS TOMAM O PODER DOS PROVIDOS

Eis as regras:

Primeira Regra:

Traga os providos para fora de sua zona de conforto. Por exemplo, se eles preferem que um eventual debate ocorra em sua agremiação, por esta representar a um ambiente mais privativo, traga uma equipe de televisão sem avisá-los para transmitir tudo ao vivo.

Segunda Regra:

Exija que os providos sigam estritamente o próprio código de regras. Por exemplo, se forem cristãos, exija o cumprimento estrito de toda a Bíblia.

Terceira Regra:

Ridicularize os providos, isto é, ria deles o tempo todo.

Quarta Regra:

Escolha um alvo fraco, personifique-o e polarize. A personificação será necessária, pois um aspecto negativo em uma comunidade (por exemplo, um mal sistema de atenção em saúde) pode ser algo abstrato demais para poder ser alvejado. Exemplo, o organizador de comunidades escolhe um funcionário operacional de um posto de saúde comunitário como o seu alvo fraco. Ele ou ela personificará todo o mal sistema de atenção em saúde. O organizador de comunidades polariza então: a comunidade é 100% boa e o funcionário operacional é 100% mau, sendo este último diretamente assediado pela comunidade. Esperançosamente, o conflito deflagrado deverá chamar a atenção do tomador de decisões daquele posto de saúde comunitário, que poderá agora ser abordado.

Quinta Regra:

Use táticas com as quais a comunidade se identifique (por exemplo, música alta e intimidação através do grito).

11- TÁTICA - A CADEIA

A prisão é o batismo de fogo do organizador de comunidades e aumenta seu status político. A cadeia deve ser portanto buscada, mas o delito escolhido de tal forma que proporcione uma pena leve apenas. A cadeia obriga o organizador de comunidades a organizar suas idéias por escrito, tornando-o de um mero incômodo em uma potência política.

UMA INTERPRETAÇÃO DO AUTOR DESTE ENSAIO

Baseados no conteúdo de 'Regras para Radicais', somos capazes de assumir os seguintes pontos:
  • o único motivo perceptível para haver desprovidos é tão-somente a existência de providos
  • a manutenção do status dos providos dependeria de sua capacidade em manter os desprovidos em sua condição desprivilegiada
  • tal capacidade dependeria do acesso dos providos ao poder 
  • a solução para a melhoria das condições materiais e sociais dos desprovidos seria portanto tomar o poder dos providos (veja o título do capítulo 10)
Em nenhum ponto da obra é sugerida a promoção de soluções de natureza econômico-social para um problema, em princípio, econômico-social, de tal forma que o status dos desprovidos pudesse eventualmente elevar-se através de esforço empreendedor ou de incentivos. O que Alinsky propõe é tão-somente vincular a melhoria do status material e social dos desprovidos à tomada do poder. Organizar comunidades representaria tão-somente uma estratégia para estimular o assédio dos desprovidos aos providos, encorajando o conflito entre eles. Assumindo que a existência de instabilidade social é pré-condição para uma iniciativa revolucionária bem-sucedida, podemos propor que a real intenção do autor seria, em última instância, revolucionária. A assim chamada organização de comunidades representaria um meio para um fim, apenas.

Analisemos agora a seguinte citação, atribuída a Alinsky:

- The issue is never the issue, it's always the revolution. 

- O tópico em discussão nunca é o tema que interessa, é sempre a revolução.

Muito embora em 'Regras para Radicais' Alinsky disserte acerca de problemas materias e sociais de comunidades e detalhe uma cartilha prática para o organizador de comunidades, tais aspectos não o interessariam de fato. Os tópicos desta natureza, discutidos em sua obra, nada mais seriam do que um meio para obter o que de fato o interessaria - instabilidade social seguida de uma revolução esquerdista em seu país, visando a tomada do poder.



domingo, 25 de setembro de 2016

Ashura: a grotesca festa islâmica do auto-flagelamento


Você já viu algum vídeo mostrando muçulmanos, vestindo-se de branco, cortando suas cabeças, e outras partes do corpo, com espadas, lanças e outros objetos cortantes? Pois bem, acredite se quiser, isto é uma celebração religiosa! Chama-se Ashura.

A Ashura é um dos dias mais sagrados no calendário Xiíta.  Neste dia, centenas de milhares de peregrinos xíitas se juntam na cidade de Karbala, no Iraque, bem como ao redor do mundo, para comemorar a morte do Imã Hussein, bisneto de Maomé, no ano 680, como consequência da luta pela sucessão de Maomé. O pai de Hussein, Ali, era cunhado e primo de Maomé.

A morte do Imã Hussein na Batalha de Karbala, solidificou as tensões entre muçulmanos sunitas e xiítas. Enquanto que os sunitas desejavam escolher um califa dentre qualquer muçulmano, os xiítas aceitavam como califa apenas os descendentes diretos de Maomé. Isso levou a um conflito armado que culminou com o assassinato violento de Hussein, filho de Ali, um descendente de Maomé.

Ali (Ali ibn Abi Talib) se tornou o quarto califa após o assassinato do terceiro califa, Uthman, assassinato este atribuído ao próprio Ali (o assassinato de um califa, para que um outro se tornasse califa, se tornaria um procedimento operacional padrão no mundo islâmico), começa então uma guerra civil (a Primeira Fitna) entre Ali e Mu'awiyah, que leva à morte de Alí. Esta guerra civil marca o começo da ruptura entre xiítas (partidários de Alí) e sunitas (partidários de Mu'awiyah). Com a morte de Alí, Hassan, o filho mais velho de Ali, o califa dos xiítas, fez um acordo com Mu'awiyah, abdicando ao califado sob a condição de que Mu'awiyah não nomearia o próximo califa, e se exilou em Meca (onde seria assassinado). Mas Mu'awiyah quebrou o acordo e nomeou seu filho Yazid como o califa (Yazid I). O irmão de Hassan, Hussein, o Primeiro Imã xiíta, não aceitou esta nomeação, reivindicando o califado para ele próprio por ser descendente de Maomé. Isso gerou um conflito resolvido na Batalha de Karbala (10 de outubro de 680), contra Yazid I, durante a qual Hussein foi morto por degolamento, junto com a maior parte da sua família.

Tensões entre xiítas e sunitas continuam, desde então, pelos séculos. O ódio entre eles criou um vocabulário próprio. Por exemplo, a palavra Safawi é termo ofensivo usado pelos sunitas para se referirem aos xiítas. A palavra os descreve como “perdidos” ou “sem direção.”

Outro fato interessante desta ruptura é que, para os xiítas, fazer uma peregrinação a Karbala vale tanto quanto fazer uma peregrinação a Meca.

A veneração que os xiítas têm para com Hussein é algo muito forte. Tentando fazer uma analogia, eles têm Hussein como uma espécie de "Messias." Do mesmo modo, Fátima, a esposa de Alí (filha de Maomé) tem um papel crucial, como se fosse Maria para os católicos.  Algo também interessante como os xiítas consideram Aisha, a esposa-criança de Maomé. Para os sunitas, Aisha é a "mãe dos crentes." Para os xiítas, Aisha é uma prostituta.

Veja vídeos e fotos abaixo - algumas são gráficas devido à natureza da "celebração religiosa".

https://youtu.be/AGXuuEeEU9o OK
Uma boa revisão da TV européia

Amor a Alá (cenas fortes)

Outros vídeos: aqui, este outro na Inglaterra, ou este outro nos EUA (vá para o minuto 16:45). 

Esta "oração" requer tratamento médico para os fiéis:



Amor pelos filhos (onde estão os direitos das crianças?):

Todas as religiões são iguais, dizem alguns.
Todas as religiões merecem respeito, dizem outros.
Você concorda com isso?
Você quer ter esta "festa religiosa" no seu bairro, e a céu aberto?

Olhe para as fotos abaixo e se pergunte. Será que um grupo que se acostuma a derramar o seu próprio sangue vai fazer alguma consideração com o sangue dos infiéis, káfir, a pior das criaturas? 








PS. Uma leitora compartilhou este verso que eu achei muito interessante e oportuno:
E eles clamavam em altas vozes, e se retalhavam com facas e com lancetas, conforme ao seu costume, até derramarem sangue sobre si.
E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.
1 Reis 18:28,29

O ódio islâmico contra os Bahá'í, "ex-muçulmanos" sob perseguição eterna


O islamismo estabelece que Maomé é o último profeta. Quem não crê nisso é um káfir (descrente da pior espécie) e merece a punição como estabelecida pela lei islâmica. Porém, no século 19, na Pérsia (atual Irã), surgiu um novo profeta, Baha'u'llah, cujos ensinamentos são considerados pelos seus seguidores como tendo cumprido todas as escrituras. Os seguidores de Baha'u'llah são chamados de Bahá'í.
Os Bahá'í são uma minoria religiosa que rejeita a violência, que prega a igualidade entre homens e mulheres, e que, horrror dos horrores, diz que Maomé não é o último profeta. Devido a estes três preceitos religiosos dos Bahá'í, notadamente o último, eles são impiedosamente perseguidos no mundo islâmico, especialmente no Irã xiíta. 
Resumo. Em 1844, na Pérsia, um muçulmano chamado Ali Muhammad Shirāzi se apresentou como sendo o Báb (que significa "porta" ou "porta"), o prometido Twelver Mahdi ou al-Qá'im, apresentando-se mais tarde como o próprio Mahdi, em seguida, como o "Profeta de uma Nova Era", e, finalmente, como a essência de Deus e seu ser. Os Bahá'ís afirmam que o Báb foi também o retorno espiritual de Elias e João Batista, que ele era o Saoshyant referido no Zoroastrismo, e que ele foi o precursor de sua própria religião. Ele escreveu várias cartas e livros confirmando este seu pleito messiânico, definindo seus ensinamentos, que se constituiem em uma "nova sharia." O Báb foi preso em 1846, pelos muçulmanos, sendo executado em agosto de 1850, pelo crime de blasfêmia. O Bahá'u'lláh, o fundador da fé Bahá'í, foi um seguidor do Báb, e afirmou ser o cumprimento da promessa que Deus iria enviar outro mensageiro. Ele foi preso 1862 e deportado para Constantinopla, sob o jugo turco-otomano. Ele morreu no exílio em 1882.

Bahá'u'lláh, em 1868

Muito embora o Báb tenha pego em armas e se revoltado contra o governo persa de então, o Bahá'u'lláh proibiu o emprego da jihad (guerra santa) para espalhar a fé Bahá'í. A postura do Bahá'u'lláh é a postura da fé Bahá'í (o que os torna em "caça mansa" para os xiítas).

Algo muito importante a ser considerado no tocante aos bahá'í é que os muçulmanos os têm como apóstatas (ou seja, acham que os bahá'í são ex-muçulmanos). Portanto, os bahá'í são perseguidos em todo o mundo islâmico, e a eles são oferecidas as mesmas as opções dadas aos apóstatas. Primeiro, serem convidados para que eles voltem a ser muçulmanos. Segundo, os punir, tornando a sua vida insuportável, a tal ponto que apenas voltando a serem muçulmanos eles terão paz (aslim taslam). A terceira opção é a morte dos bahá'í. (Esta é a misericórdia e a tolerância do Islã, submeta-se ou se defronte com a morte).

Curiosamente, a sede Bahá'í está localizada em Haifa, Israel, que é uma ilha de liberdade em uma região caracterizada pela intolerância. Ao terem construído a sua sede no único país que os acolheu (Israel), os baha'i são acusados de traídores e colaboradores dos sionistas, fato que apenas torna mais implacável a sua perseguição.

O "paraíso islâmico" onde existe a maior comunidade bahá'í é o Irã, exatamente onde a perseguição é mais aprofundada. Alguns exemplos:
  • Os bahá'í têm a sua fé criminalizada. Isso mesmo, o governo da República Islâmica do Irã tornou um crime pertencer à fé Bahá'í. 
  • A tentativa de obliterar a fé Bahá'í através do assassinato sistemático dos seus líderes. 
  • Acusar os bahá'í de não serem um grupo religioso, mas sim um grupo político, associado ao antigo Xá do Irã (deposto em 1979!). Esta acusação cai por terra pelo fato dos baha'i não se meterem em política.
  • Acusar os bahá'í de serem espiões. 
  • Serem vítima de detenções arbitrárias e por longos períodos. 
  • Serem objeto de discriminação econômica (dificuldade de acesso a empregos públicos e fechamento de seu comércio por acusações das mais banais).
  • Terem acesso restrito à educação, particularmente o ensino superior.
E, em outros países, a situação não é menos pior. Por exemplo, no Egito, no Afeganistão, no Azerbaijão, na Indonésia e no Marrocos,

Algumas referências sobre a situação dos Bahá'í no Irã:
  1. Discrimination against religious minorities in Iran, International Fed. for Human Rights 2003.
  2. The Specter of Ideological Genocide: The Bahá'ís of Iran, Affolter, Friedrich W., War Crimes, Genocide and Crimes Against Humanity. 1 (1): 75–114, 2005.
  3. Criminalizing the Baha'i faith, Christopher Buck, Iran Press Watch, 15 March, 2009.
  4. Iran is attempting to decapitate its Bahá'í community, Cherie Blair, Guardian, 25 August, 2010.
  5. Grave concern for safety of Iran's imprisoned Baha'i leaders, Baha'i World News Service, 2011.
  6. The Perils of Religious Persecution in Iran, Doug Bandow, CATO Institute, 2013.
  7. End economic discrimination in Iran, Bahá’í International Community, 2015.
  8. Europeans voice concern about the economic oppression of Iranian Baha'is, Bahá’í International Community, 2016.
  9. Iran: Dozens of Bahá’í Students Denied Enrollment in University, Iran Press Watch, 2016. 
  10. Widespread Denial of Education for Baha’is, Iran Press Watch, 2016. 
  11. Iran is tormenting the Baha’i people — is Canada going to do anything about it?, Terry Glavan, National Post, 2016. 
E nos outros países:
  1. The situation of the Baha'i community in Egypt, The Baha'is, 2007.
  2. Afghanistan: International Religious Freedom Report, U.S. State Department. United States Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, 2009.  
  3. AZERBAIJAN: Jailed for sharing faith, "non-constructive teaching" and "creating tensions between family members, Felix Corley, 2004.
  4.  Indonesia: International Religious Freedom Report, United States Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, 2009.
  5. The Ministry of the Custodians 1957-1963, Rabbani, R. (Ed.),  Bahá'í World Centre. pp. 414–419, 1992 (ISBN 0-85398-350-X).  
  6. Concluding observations of the Committee on the Elimination of Racial Discrimination: Morocco, Committee on the Elimination of Racial Discrimination, Office of the High Commissioner for Human Rights. Retrieved, 1994 (paragrafos 215 and 220). 
Websites:

    Iran Press Watch
    Bahá’í International Community


Sede Bahá'í em Haifa, Israel

sábado, 24 de setembro de 2016

Análise do livro "A Revolução Gramscista no Ocidente"


UMA ANÁLISE DO LIVRO 'A REVOLUÇÃO GRAMSCISTA NO OCIDENTE - A CONCEPÇÃO REVOLUCIONÁRIA DE ANTONIO GRAMSCI EM CADERNOS DO CÁRCERE', DO GENERAL SÉRGIO COUTINHO (Biblioteca do Exército - 2012)

Esta revisão foi feita por Roberto Esteves

Este assunto é pertinente por dois motivos. Primeiro, devido à aliança profana que existe entre a Esquerda e o Islã. Segundo, devido ao fato do islamismo estar usando de estratégia bastante parecidas para conquistar o poder nas sociedades ocidentais, penetrando-as lentamente.

1- O AUTOR

O General-de-Brigada Sérgio Augusto de A. Coutinho foi um estudioso de teorias políticas de tomada do poder, tendo publicado livros e monografias acerca do tema. O livro do qual trata este ensaio foi o resultado de seu esforço pessoal em tornar a obra de Antonio Gramsci, de difícil leitura, acessivel ao público maior. O General Coutinho faleceu em 2011.

Utilizamos a obra 'Dicionário do Pensamento Marxista', de Tom Bottomore (Zahar - 2012) como literatura de apoio.



2- BREVE BIOGRAFIA DE ANTONIO GRAMSCI

Antonio Gramsci foi um ideólogo comunista italiano, condenado nos anos 1920 por atividades revolucionárias em seu país. Durante seu período na prisão, passou para 35 cadernos suas ideias inovadoras acerca do estabelecimento de sociedades comunistas, as quais detalharemos adiante. O conjunto de sua obra é hoje conhecido como 'Cadernos do Cárcere'. Gramsci faleceu em 1937 em liberdade, de causas naturais.


3- O GRAMSCISMO

Após sua fracassada tentativa revolucionária comunista na Itália, promovida através de luta armada, Gramsci entendeu que a implantação deste tipo de regime em uma sociedade ocidental (veja adiante) não poderia ser efetivada da mesma forma que em sociedades orientais não-industrializadas. Isto deveria ser obtido, primeiramente, através de uma reforma ideológica desta sociedade ocidental. O objetivo principal desta reforma seria modificar a mentalidade da sociedade ocidental, de tal forma que esta se tornasse mais complacente e aceitasse o comunismo. O processo como um todo foi denominado por Gramsci como transição para o socialismo.

4- DEFINIÇÃO DE TERMOS

Para que a leitura se torne mais compreensível, procuramos definir convencionalmente alguns termos, dentro do contexto deste ensaio:

Catarse

Gramsci não define precisamente este termo. De acordo com o sentido geral de seu texto, propomos que catarse corresponderia à subjetivização por um arrebatamento coletivo espontâneo dos ideais comunistas pela sociedade civil (veja adiante). Sua ocorrência seria necessária para transformar a sociedade civil em sociedade regulada (veja adiante).

Classe subalterna

Segmento da sociedade composto pelo proletariado, camponeses e demais elementos marginais, cujo destino é ser sociedade civil ou fundir-se a ela.

Consenso

Conformidade espontânea da sociedade civil com as iniciativas do partido (veja adiante), necessária para a fusão da primeira ao Estado.

Espírito de cisão

Fenômeno que consiste na ruptura da sociedade nacional (veja adiante) com seus valores e referências fundamentais, tornando-a então psicologicamente maleável e, esperançosamente, complacente a um regime comunista.

Estado-classe

Estado comunista pleno correspondente à sociedade comunista (veja adiante) (Estado sem Estado).

Hegemonia

A estratégia gramscista de tomada do poder é fundamentada sobre este conceito. Ela pode ser definida como uma condição de supremacia política, cultural e moral da sociedade civil, não coercitiva, sobre a sociedade nacional, ou vice-versa.

Partido

Organização política orgânica comunista, diretora da sociedade civil e do processo de transição para o socialismo.

Partido orgânico

Partido político fortemente centralizado em um núcleo dirigente e que demanda obediência em grau elevado de seus membros. Partidos comunistas são geralmente orgânicos, seu núcleo consistindo de uma direção intelectual.

Sociedade civil

Sociedade de orientação comunista, destinada inicialmente a fundir-se ao Estado e posteriormente a assimilar a classe subalterna e a sociedade nacional.

Sociedade comunista

Tipo de sociedade existente no Estado-classe.

Sociedade nacional

Sociedade de indivíduos com interesses e sentimentos comuns, em que a liberdade e a paz social são garantidas pelo Estado (também denominada 'burguesia'). Pode ser identificada como um tipo de sociedade ocidental.

Sociedade ocidental

Sociedade democrática, livre, capitalista e de orientação religiosa judaico-cristã.

Sociedade regulada

Sociedade auto-regulada (isto é, que já dispensa a existência do Estado), de caráter intermediário no processo de transição para o socialismo.

5- DIFERENÇAS DE ABORDAGEM ENTRE O LENINISMO E O GRAMSCISMO

Tanto o leninismo quanto o gramscismo são movimentos cujos membros compartilham a mesma aderência à idelogia comunista, bem como comprometimento com suas causas. No entanto, sabemos que seus métodos para tomada do poder diferem essencialmente. O leninismo prevê a tomada do poder através de assalto armado frontal, além de táticas políticas e belicistas extremas. A Revolução Russa é o melhor exemplo. Já o gramscismo não prevê a tomada do poder através de meios físicos (pelo menos não nas suas fases iniciais), mas sim por uma penetração política democrática do partido no seio do poder nacional e sua expansão tentacular gradativa através de suas instituições afiliadas.

Não obstante, o objetivo final de ambos os tipos de abordagem é exatamente o mesmo: o estabelecimento de uma sociedade comunista clássica, desprovida de classes e totalmente igualitária.

6- AS FASES DA REVOLUÇÃO GRAMSCISTA

A transição para o socialismo de Gramsci pode didaticamente ser dividida nas seguintes fases e etapas:

a) FASE ECONÔMICO-CORPORATIVA

  • Organização do partido
  • Defesa da democracia

b) FASE DE LUTA PELA HEGEMONIA

  • Guerra de posição
  • Ampliação do Estado

c) FASE ESTATAL

  • Crise sistêmica seguida de ruptura nacional
  • Tomada total do poder
  • Reformas econômicas, políticas e sociais
  • Catarse
  • Fundação do Estado-classe

A seguir detalharemos estas fases e etapas, individualmente.

6.1- Fase econômico-corporativa

Esta fase inicial é marcada pela divisão da sociedade entre sociedade nacional e classe subalterna, com a primeira sendo considerada como a classe dominante. A fase econômico-corporativa pode ser subdividida nas seguintes etapas:

Organização do partido

O partido é criado, organizado e doutrinado nas técnicas revolucionárias gramscistas, objetivando a fundação do Estado-classe em algumas décadas.

Defesa da democracia

Muito embora pareça paradoxal um partido de orientação comunista defender um sistema político consolidadamente democrático, esta medida será necessária para a legitimação a legalidade de sua presença no poder político central, bem como de suas iniciativas de expansão institucional, a serem implementadas nas fases e etapas seguintes.

6.2- Fase de luta pela hegemonia

Nesta fase se implementam as iniciativas de reforma ideológica da sociedade do país, com o objetivo de o partido tomar para si a hegemonia naquela sociedade. Isto deverá manter a sociedade nacional politicamente 'paralisada', já que ela passará a crer que suas crenças e referências ideológicas são moralmente 'erradas' e portanto infundadas e injustificáveis.

A fase de luta pela hegemonia é sudividida nas seguintes etapas:

Guerra de posição

Consiste em uma guerra de atrito psicológica crônica, não declarada, contra a sociedade nacional e contra as instituições estatais (chamadas por Gramsci de 'trincheiras da burguesia'). O objetivo desta etapa é a transferência da hegemonia da sociedade nacional à sociedade civil e ao partido. A guerra de posição tem duas estratégias principais: (1) reforma ideológica da sociedade nacional até o espírito de cisão e (2) enfraquecimento das 'trincheiras da burguesia'. E uma estratégia secundária: elevação da classe subalterna à condição de sociedade civil, através de sua intelectualização socialista.

Na prática, a assim chamada reforma ideológica pode ser obtida através das seguintes iniciativas: (1) subversão dos valores da sociedade nacional (religião, moral, valores cívicos, história nacional) e (2) ataque ao senso comum (relativização de gênero sexual, redefinição de família, vitimização de criminosos/culpabilidade da vítima, descontinuação dos símbolos nacionais, campanhas para promoção do aborto, etc). Táticas úteis serão: (1) constrangimento e patrulhamento ideológico, (2) assimilação ideológica dos intelectuais da sociedade nacional, (3) infiltração de intelectuais do partido nas instituições e meios de comunicação e (4) exigência de 'amplo debate' perante todas as contraposições da sociedade nacional, de tal forma que nunca sejam efetivadas. Ao final, atinge-se o espírito de cisão.

Ampliação do Estado

Esta etapa representa a 'tentaculização' do partido sobre a máquina administrativa estatal (subentende-se que a esta altura, o partido já tenha chegado ao poder central). Ela consiste de dois estágios consecutivos: (1) estabelecimento do consenso e (2) fusão da sociedade civil ao Estado. Neste último estágio, aspectos executivos estatais serão delegados à sociedade civil e ao partido. Isto terá dois significados: (1) o poder público será exercido por indivíduos indicados pelo partido, segundo parâmetros político-ideológicos e (2) fusão do Poder Legislativo ao Poder Executivo (a pessoa que governa é a mesma que faz as leis).

As seguintes transições de natureza executiva deverão ocorrer: (1) de hegemonia para direção, (2) de consenso para coerção e (3) de direção intelectual do partido para comando.

6.3- Fase estatal

O objetivo desta fase é a fundação do Estado-classe, sendo sudividida nas seguintes etapas:

Crise sistêmica seguida de ruptura nacional

Durante esta etapa, promove-se a instabilização nacional de forma intensiva, até a ruptura social, política e econômica daquela sociedade. A inação da sociedade nacional é capital para o seu sucesso. Trata-se da última oportunidade de esta última reverter o processo de transição para o socialismo, de forma  não-bélica. A Venezuela estaria nesta etapa.

Tomada total do poder

O partido promove o aumento das ações ilegais (invasões, bloqueios, saques), bem como ações terroristas estatais. É adotado pela primeira vez o uso ostensivo da força (guerrilha e forças paramilitares). Nesta etapa, se a sociedade nacional desejar interromper o processo de transição para o socialismo, a guerra civil provavelmente será o único modo. O quadro agora torna-se mais parecido com a abordagem leninista de tomada de poder. É estabelecido o partido único hegemônico.

Reformas econômicas, políticas e sociais

Trata-se de um processo gradual, quando será necessário um interlúdio de poder totalitário (ao contário do que se acredita de forma geral, o objetivo do comunismo NÃO é o de estabelecer uma ditadura totalitária, mas tão-somente o de fundar uma sociedade igualitária e sem classes; liberdade e democracia não são de forma alguma considerados incompatíveis com o comunismo, pelo menos na visão de Gramsci). Deverão ocorrer: (1) a assimilação da classe subalterna remanescente pela sociedade civil e (2) a assimilação da sociedade nacional remanescente à sociedade civil, através de sua reforma intelectual e ideológica comunista. Esta seria a etapa na qual o vácuo deixado pelo espírito de cisão deverá ser preenchido.

Catarse

Através da catarse ocorrerá a progressão da sociedade civil em sociedade regulada. 

Fundação do Estado-classe

O processo de transição para o socialismo termina. A sociedade regulada passa a se chamar sociedade comunista. Não há mais classes nem partido. Toda a propriedade é coletiva e a riqueza distribuída de forma equitativa. 'Do mundo da necessidade para o mundo da liberdade', como declarou Gramsci.

No diagrama abaixo ilustramos os processos de transformação da sociedade durante a transição para o socialismo.



7- LIMITAÇÕES DA ESTRATÉGIA GRAMSCISTA

Nunca uma sociedade ocidental foi convertida em uma sociedade comunista através da abordagem gramscista, não tendo ainda portanto esta última estratégia se provado eficaz. Além disto, podemos apontar outras limitações, por fase: 

7.1- Fase de luta pela hegemonia

A percepção pela sociedade nacional de que está travando uma guerra de posição poderá provocar sua reação contra as iniciativas do partido. Se o processo de transição para o socialismo for, por qualquer motivo, interrompido ao espírito de cisão, poderá ser gerada uma nação de 'zumbis ideológicos', isto é, indivíduos desprovidos de qualquer referência moral ou ideológica, comunista ou não.

7.2- Fase estatal

É improvável que a catarse ocorra, sem antes haver uma mudança na natureza humana.

8- O GRAMSCISMO NO BRASIL

Podemos descrever a implementação das ideias de Gramsci no Brasil, de forma cronológica:

Anos 1960

Publicação de 'Cadernos do Cárcere' em Português, inicialmente com baixa frequência de leitura devido ao desconhecimento acerca do seu autor pela comunidade comunista brasileira e à dificuldade de leitura de seu conteúdo.

Anos 1970

'Cadernos do Cárcere' começa a ser estudado de forma eficaz. O Brasil é classificado como sociedade ocidental pela direção intelectual do partido, que decide iniciar a revolução gramscista do zero. O fracasso da abordagem leninista de tomada do poder no Brasil é em parte motivador desta decisão.

Anos 1980

Deflagrada a fase econômico-corporativa, através da abertura política promovida pelo regime militar.

Anos 1990 

Início da fase de luta pela hegemonia. 

Começo do século 21

A fase de luta pela hegemonia entraria na sua etapa de guerra de posição.

Anos 2010 

O partido assume publicamente sua identidade gramscista. Estaria ocorrendo a transição da etapa de guerra de posição para a etapa de ampliação do Estado. Não obstante, com a saída do Partido dos Trabalhadores do poder presidencial, em 2016, tornar-se-iam incertos os rumos do processo de transição para o socialismo promovido pelo partido. Há o risco de sequelas sociais associadas à interrupção deste processo ao espírito de cisão (veja item 7.1).






quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Anúncios na TV alemã e sueca promovem o genocídio e substituição do seu povo


Dois anúncios de TV, lançados na mesma semana na Alemanha e na Suécia, promovem o genocídio cultural e populacional dos alemães e suecos. (Veja os vídeos ao final do artigo)

Alemanha
O anúncio na TV alemã diz que as mulheres alemãs devem se submeter ao islão para provarem que são tolerantes. Neste anúncio, uma mulher coberta por véus está na frente de um texto que explicita "as mulheres turcas usam o hijab". A mulher se vira para a câmera, e ela é uma mulher alemã loira: Charlotte Würdig, uma atriz e moderadora da TV. Ela exclama orgulhosa que "eu visto um hijab, ele é lindo" antes de afirmar o slogan da campanha do anúncio: "Desfrute da diferença, comece a tolerância." Os contribuintes alemães têm de pagar uma taxa obrigatória Teledifusão Estado e de mídia para financiar canais de televisão e rádio da propriedade do governo. Todos os canais privados pertencem a apenas três empresas.

Este particularmente Canal é chamado de "Pro 7" e pertence à Lavena Segurar 4 GmbH, que também possui outros importantes canais de entretenimento e notícias. Toda a rede foi comprada por um bilionário judeu, Haim Sabam e, posteriormente, todos os canais foram infiltrados com uma agenda multiculturalista. Em alguns casos, a propaganda flagrante de canais de propriedade privada é ainda mais ridícula do que a televisão estatal. A campanha publicitária foi financiado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Suécia 
Já o anúncio na TV sueca foi financiado pela organização "IM" (Individual Människohjälp), uma ONG globalista comparável em seus objetivos à Fundação Open Society, de George Soros, lançou um novo vídeo que promove e celebra abertamente o genocídio e substituição dos suecos étnicos no seu próprio país. No anúncio, que poderia facilmente fazer parte do livro 1984, de George Orwell, cidadãos suecos são orientados a aceitarem a "mudança irreversível" de seu país e são ordenados a se integrarem a um "Novo País" moldado pela imigração em massa irrestrita de "novos suecos", que trazem consigo "sua cultura, língua e hábitos."

A abertura do anúncio já traduz toda a mensagem: "Não há como voltar atrás - a Suécia nunca vai ser o que era antes." O anúncio, com música de fundo hipnotisante, na sua esseência, promove o genocídio dos suecos étnicos, chamados de "velhos suecos", que devem dar lugar aos "novos suecos."

De acordo com o anúncio, o pedaço de terra chamado "Suécia" é meramente um "espaço seguro para as pessoas que procuram refúgio."

Genocídio 
Existem pessoas que dizem que o que está acontecendo é um genocídio. A questão é que o que acontece se reflete na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, aprovada pelas Nações Unidas de 1948.
Artigo 2.º -  Entende-se por genocídio os actos abaixo indicados, cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como:
a) Assassinato de membros do grupo;

b) Atentado grave à integridade física e mental de membros do grupo;

c) Submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua         destruição física, total ou parcial;

d) Medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo;

e) Transferência forçada das crianças do grupo para outro grupo.
Os suecos nativos, supostamente, tem que aprender a se "integrarem" no "Novo País", ou seja, na Utopia Multicultural.

Suecos étnicos perderam o direito de se chamar de suecos. No "Novo País" todos podem ser suecos, "não importa o lugar de nascimento, não importa a raça".

Como esconder um Genocídio
Gregory H. Stanton, do Genocide Watch, redigiu um documento chamado "12 maneiras de esconder um genocídio." Alguns destes items são reformulados e adaptados para a situação da Suécia de hoje (e que pode ser extrapolada para cada país da Europa):

1. Questione e minimize as estatísticas.
Centenas de milhares de jovens, africanos e árabes, do sexo masculino, estão fluindo para a Suécia, um pequeno país de apenas 8 milhões de habitantes, distorcendo severamente a relação entre mulheres e homens nos grupos etários mais jovens. Segundo os marxistas culturais, isso não é nada para se preocupar, uma vez que isso aumenta a "diversidade".

2. Ataque as motivações daqueles que expõem a verdade.
Qualquer um mencionar o genocídio dos suecos étnicos é um racista, xenófobo, islamófobo, sexista e nazista, e está espalhando um discurso de ódio.

4. Enfatize que vítimas são os extrangeiros.
Os brancos são responsáveis ​​pela maior parte do mal do mundo. A civilização ocidental é a razão para a desigualdade e para as coisas horríveis que acontecem ao redor do mundo. A imigração em massa e a extinção dos brancos será a sua redenção.

7. Evite antagonizar os promotores do genocídio.
Qualquer um que sequer mencione alguma ONG, tal como a Fundação Open Society e seus financiadores, principalmente judeus, como George Soros, é um racista anti-semita.

8. Esconda a verdade usando-se de interesses econômicos atuais.
Afirme que a imigração em massa elevada é a única solução para a crise demográfica. As baixas taxas de natalidade de suecos étnicos podem ser compensadas através da imigração em massa.

9. Diga que as vítimas estão recebendo um bom tratamento.
A Suécia é um país rico! Estamos apenas sendo humanitários! Ninguém está dizendo não ser possível ainda existirem suecos étnicos! Os suecos ainda pode ser suecos, mas eles têm que se adaptar às novas tradições muçulmanas!

10. Negue que o que está acontecendo não se encaixa na definição de genocídio.
O ponto mais importante. Ninguém deve mencionar a violação da Convenção de Genocídio da ONU. Quem fizer isso deve ser rotulado como um teórico da conspiração.

11. Culpe as vítimas.
Os suecos são racistas, responsáveis ​​pela escravidão, opressão das minorias, exploradores dos trabalhadores do terceiro mundo e não são suficientemente tolerante. Sua cultura é racista e odiosa. Eles merecem ser substituídos.

12. Diga que a paz e a reconciliação são mais importantes do que culpar pessoas por genocídio.
Ajudar as pessoas necessitadas é mais importante! A paz mundial só pode ser alcançada quando os povos da Europa forem substituídos por uma mistura multicultural e desprovido de suas respectivas identidades nacionais.

Bem-vindo ao distópico "Mundo Novo."

O anúncio da TV alemã: 


O anúncio da TV sueca (e alguns comentários depois dele, dentro do vídeo): 



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Divórcio e Poligamia Islâmica: nos dois casos, a mulher se prejudica


José Atento

Neste artigo, eu exploro um caso recente na Índia como motivação para tratar de duas facetas do islamismo e da lei islâmica (Sharia) nefastas para a mulher: o divórcio (talaq) e a poligamia.

(leia mais sobre os " direitos" da mulher segundo a lei islâmica clicando aqui)

Segundo a Sharia, o marido pode se divorciar da esposa através do "talaq triplo." O talaq triplo é quando o muçulmano diz para a esposa (qualquer uma delas) 3 vezes "eu me divorcio." Pronto. O casamento está desfeito. A(s) esposa(s) não tem o mesmo direito.


A Corte Suprema da Índia foi intimada a julgar a validade do talaq triplo, considerado por muitos como inconstitucional. Mas, o grupo islâmico Conselho Muçulmano da Lei Pessoal da Índia (AIMPLB) avisou aos juízes que eles não têm autonomia para julgarem a lei de Alá (Tehelka). Ou seja: muçulmanos desejam sim ter uma sociedade paralela só para eles ... e em qualquer lugar do mundo! (até que se tornem maioria e imponham a Sharia, seja parcialmente ou em sua totalidade, sobre os não muçulmanos ... pois a Sharia estabelece regras sobre os não muçulmanos)

Este mesmo Conselho Muçulmano afirmou que o talaq triplo é melhor do que o marido matar a esposa (FP India). Essa é a lógica tortuosa do islão, que apenas psicopatas apoiam.

Muçulmanas manifestam pelo fim do talaq

A defesa apresentada pelo Conselho Muçulmano junto à Suprema Corte é um festival de misoginia. Abaixo apresentamos 11 pontos da defesa do talaq triplo bem como da poligamia - o grifo é original da referência  (The News Minute):
1. "leis pessoais de uma comunidade não podem ser re-escritas em nome de reforma social."
2. "Seguindo um sistema de patriarcado, embora certas práticas do Islã pareçam ser aparentemente menos favoráveis ao sexo feminino, já que o pai é o chefe da família, a lei pessoal é concebida de tal maneira que os direitos e obrigações são ajustados para criar equilíbrio, por exemplo, quando o Islã confere certos direitos sobre o macho, ela também impõe obrigações sobre ele, e enquanto que as fêmeas recebem menos direitos, não existem obrigações impostas sobre elas, deste modo criando-se harmonia, mesmo sem perturbar o equilíbrio."
Uma das justificativas para Talaq Triplo
3. "... nos casos em que discordâncias sérias se desenvolvem entre as partes e o marido quer se livrar da esposa, compulsões relativas a demoras no processo de separação legal, e as elevadas despesas de tal procedimento, pode impedi-lo de adotar tal curso, e, em extrema casos, ele pode recorrer a formas criminosas ilegais de se livrar dela ao assassiná-la. Em tais casos, o Talaq Triplo, é um recurso melhor em comparação com estes empreendimentos ilegais."
4. "A Sharia concede o direito ao divórcio para o marido porque os homens têm maior poder de tomada de decisão. Eles são mais propensos a controlarem suas emoções e não tomarem uma decisão precipitada."
5. "Defender a separação através do tribunal implica que as fraquezas da outra parte sejam expostas em domínio público. Algumas falhas morais são consideradas mais escandalosas para as mulheres em nossa sociedade. Por exemplo, a acusação contra um homem que ele tem conduta e temperamento ruins pode danificar apenas um pouco as suas perspectivas de um novo casamento. No entanto, a mesma acusação do marido, feita publicamente contra a personalidade da esposa, pode privá-la da possibilidade de um novo casamento. Ela pode ser mais prejudicada do que beneficiada por processos judiciais."
6. "Ao se conceder ao marido o direito ao divórcio, indiretamente se oferece segurança para a esposa. O casamento é um contrato em que ambas as partes não são fisicamente iguais. O homem é mais forte e o sexo feminino mais fraco. O homem não é dependente da mulher para sua proteção."
7. "Se um discórdia séria se devenvolve entre o casal e o marido não deseja mais viver com ela, a demora associada ao processo de separação, e as despesas inerentes ao mesmo, podem impedi-lo de seguir o curso legal. Em tais casos, ele pode recorrer a meios ilegais e criminosos, como assassinar a esposa ou queima-la viva."
Em defesa da poligamia
8. "No entanto, onde as mulheres superam os homens (em número) e a poligamia não é permitida, as mulheres serão forçadas a levar uma vida de uma solteirona. Em resumo, a poligamia não é para gratificar a luxúria dos homens; é uma necessidade social."
9. "Os homens são condenados a penas de longa duração devido aos seus crimes hediondos, crimes estes que mesmo as mulheres desviantes não podem cometer devido à sua fragilidade natural."
10. "A poligamia garante pureza sexual e castidade. Sempre que a poligamia foi banida, a história indica que o sexo ilícito levantou a sua cabeça."
11. "A preocupação e compaixão para com as mulheres estão no cerne da provisão da poligamia. Se uma mulher é cronicamente doente ou se o seu marido está decidido a tomar uma segunda esposa por causa de sua esterilidade, ou qualquer outro motivo, válido ou frágil, e se a opção da poligamia não estiver disponível para ele, ele ou irá se divorciar dela, o que é algo repreensível, ou ele irá se saciar com uma poligamia ilícita. Uma amante ilegal é mais prejudicial para o tecido social do que uma segunda esposa legítima. Pois a amante ilegal o irá chantagear. Em todos os casos acima, a poligamia é uma benção, não uma maldição para as mulheres."
O problema do islamismo é que ele força os muçulmanos a terem que defender o indefensável e o ilógico. E se você discordar você é ofendido ou agredido.

O homem pode tudo! A mulher nada. Vamos usar a mesma linha de argumentação usada no item 11 acima. Imagine uma esposa jovem de um marido velho, que nem Viagra mais funciona, ou o marido está cronicamente doente, ou ele é estéril. A esposa não pode ter um segundo marido! O homem pode, mas a mulher não! Então, ela vai ter um "amante ilegal", o que é "mais prejudicial para o tecido social do que um segundo marido legítimo." Não seria, então, a poligamia feminina (poliandria) uma benção para o marido?

E, adotando a "lógica" do item 10, a poliandria "garante a pureza sexual e a castidade", pois a mulher estaria tendo relações sexuais apenas com os seus maridos. A poliandria, neste caso, não é para gratificar a luxúria das mulheres (que é menor do que a dos homens segundo o sapiencíssimo Alá), mas sim uma necessidade social (conforme o item 8).

O fato é que existem muçulmanos com cérebro e com coragem para lutar contra a Sharia. Por exemplo, no começo deste ano, uma petição online, assinada por 50 mil mulheres muçulmanas da Índia, pediu a abolição do talal triplo e da poligamia (First Post). E um grupo chamado Busca das Mulheres Muçulmanas pela Igualdade (Muslim Women’s Quest for Equality - MWQE) também entrou com recurso na Suprema Corte da Índia pedindo pelo banimento dos tribunais islâmicos e pedindo para que a lei islâmica (Sharia) não seja mais permitida para funcionar como um sistema judiciário paralelo (Independent).

Muitos muçulmanos defendem abertamente a poligamia porque foi assim que Maomé (e o seu alter-ego Alá) definiu. Afinal, Maomé tinha que garantir o seu harém, e impedir que as suas esposas o traíssem com outros homens. As mulheres muçulmanas pagam pelos crimes cometidos por um pervertido sexual do século VII (Maomé).

Muçulmanas (que conhecem a Sharia e têm coragem) dizem não à poligamia
(As muçulmanas idiotas que não conhecem a Sharia a defendem)

Um estudo realizado pela ONG Bharatiya Muçulmana Mahila Andolan, em 10 estados da Índia, constatou que 92,1% dentre as 5 mil mulheres muçulmanas entrevistadas são favoráveis à proibição da prática do talaq triplo. Este estudo envolveu um grupo de mulheres com as seguintes caraterísticas: 78% não possui renda própria, 82% não tem propriedade em seu nome, 55% foi casada antes dos 18 anos e 53% tinha enfrentado violência doméstica (Times of India). Mesmo assim, o estudo mostrou que 91,7% delas é contra que seus maridos se casem pela segunda vez (Times of India).

Além de não terem quase nada, estas mulheres muçulmanas ainda têm contra sí Alá e a lei islâmica (Sharia).

Agora, vejamos. Se adultos, homens e mulheres em posição de igualdade e donos do seu nariz, desejam ter um relacionamento "poliamoroso" isso é um problema deles. O que ocorre no islamismo é que apenas os homens têm este direito, e as mulheres não tem mecanismos de defesa, pois elas estão em um estágio inferior e a lei islâmica é toda favorável aos homens. 

Mulheres muçulmanas que defendem a poligamia, bem como o talaq triplo, não odeiam apenas a sí mesmas. Eles odeiam, principalmente, as outras mulheres.

Mas, enquanto isso, nós aqui no Brasil temos que aturar clérigos islâmicos, como o xeique Rodrigo Rodrigues, o xeique Jihad Hammadeh, e outros, bem como apologistas de todos os tipos, até mesmo de igrejas cristãs, defendendo o islamismo e tentando tapar o sol com a peneira. Não! Não! E Não! Não queremos Sharia no Brasil! 
A Sharia é um sistema legal que é 100% contrário à Constituição do Brasil.  
Para complementar, algumas evidências envolvendo a poligamia, e porque ela é ruim para homens, mulheres, crianças e para a sociedade em geral.
  • A poligamia contribui com o aumento da criminalidade, porque nas sociedades poligâmicas, sempre haverá um grupo de homens jovens solteiros que não têm nenhuma perspectiva de uma parceira, pois não há mulheres suficientes e eles não têm dinheiro ou status suficiente para terem uma esposa. É um fato sociológico bem estabelecido que os homens solteiros tendem a cometer mais assassinatos, roubos e estupros (Pinker 2011, p. 104-105).
  • Nas culturas que permitem os homens a tomarem várias esposas, a competição intra-sexual que ocorre leva a um maior nível de crime, violência, pobreza e desigualdade de gênero do que nas sociedades que institucionalizam e praticam o casamento monogâmico (Henrich, UBC).
  • Pesquisadores descobriram recentemente uma associação significativa entre a prevalência de poligamia e a facilidade de recrutamento de jovens para grupos terroristas (Politico). 
  • O casamento monogâmico precedeu a democracia e os direitos de voto para as mulheres nos países em que foi institucionalizado. Ao diminuir a concorrência por noivas cada vez mais jovens, o casamento monogâmico levou a um aumento da idade do primeiro casamento para as mulheres, diminuiu a diferença de idade entre os cônjuges, e elevou a influência feminina nas decisões domésticas, o que diminuiu a fertilidade total e aumentou a igualdade de gênero (Henrich, UBC).
  • O casamento monogâmico também resulta em melhorias significativas no bem-estar infantil, incluindo taxas mais baixas de negligência infantil, abuso, morte acidental, homicídio e conflitos intra-familiar (Henrich, UBC).
  • A violência contra as mulheres torna-se endêmica no contexto de sociedades polígamas. Tais culturas apresentam taxas de tráfico sexual e violência doméstica contra as mulheres que são o dobro do que as taxas em sociedades de baixa poligamia, enquanto o risco de mutilação genital feminina em sociedades altamente políginas aumenta cem vezes. E quando se trata de crianças, meninos e meninas nas sociedades poligâmicas estão em maior risco de desnutrição e também recebem menos educação, tornando a mobilidade social desafiadora (Politico).
  • Nas sociedades poligâmicas, os casamentos são frequentemente arranjados, é mais provável das mulheres se tornarem viúvas precocemente, o direito de custódia dos filhos favorece o pai, e as mulheres são frequentemente isoladas (NY Times).  
  • Um exemplo deste isolamento vem de um estudo realizado nos Emirados Árabes, que indicou o nível de problemas de natureza emocional sentido pelas mulheres, especialmente quando elas descobriram que o seu marido havia tomado outra esposa. "Os casos graves variam de depressão, ataques de raiva ou até mesmo doenças" (The National).
Referência a dois estudos recentes sobre poligamia:
  1. Rose McDermott e Jonathan Cowden, Polygyny and Violence Against Women, The Polygamy Question, University Press of Colorado, 2015. (disponível em html neste link)
  2. Joseph Henrich, Robert Boyd, PeterJ.Richerson, The puzzle of monogamous marriage, Phil.Trans.R.Soc.B, 2012, 367, pp. 657–669, doi:10.1098/rstb.2011.0290

Um caso ocorrido na Australia ... 
Austrália: presidente to Conselho Islâmico pede pela Sharia e poligamia
Keysar Trad é presidente da Federação Australiana de Conselhos Islâmicos é um homem de meia idade casado com uma mulher também de meia-idade. Ele quer "carne nova" e disse que é melhor se casar de novo do que divorciar-se da atual esposa. (veja a foto do casal abaixo)
Alguns comentários:
  1. Este muçulmano não é qualquer um!
  2. No Brasil, também existem muçulmanos promovendo a poligamia (veja este exemplo)
  3. Este muçulmano é mais um exemplo de como o islamismo mata a lógica. Ele usa o fato da esposa não ser mais jovem e atraente como desculpa para se casar novamente (claro, com alguma mulher mais jovem), e que o fato da esposa não ser mais jovem seria uma razão para divórcio. (Mas de onde vem esta idéia? Adivinhem: do exemplo de Maomé com a sua segunda esposa)
  4. Mas, ainda com respeito ao envelhecimento natural das pessoas. Não existe nada mais digno do que um casal envelhecer junto. Mas, este muçulmano importante acha que a esposa dele já "está passada." Fique ele sabendo que ela, certamente, acha o mesmo dele!

Continuando na notícia. Um clérigo australiano (Iman Tawidi) está criticando a atitude de Keysar Trad dizendo que ele está fazendo isso apenas para satisfazer "prazer, atração sexual e, até mesmo, vingança." (Mail)

Este cara se acha o máximo e quer se casar novamente


sábado, 17 de setembro de 2016

Estudioso do islamismo prevê guerra civil na Europa, provocada pela "Geração Jihad"


Gilles Kepel, um professor de ciência política da universidade francesa Sciences Po (Instituto Parisiense de Estudos Políticos), afirmou que a terceira geração de jovens muçulmanos está sendo cada vez mais radicalizada e pode levar o continente a uma guerra civil. Ele afirmou que uma geração inteira se tornou adepta dos movimentos salafistas e wahabistas, cujo objetivo não é o de apenas conquistar a Europa, mas também o de eliminar a oposição islâmica mais moderada.

Em entrevista ao Die Welt, Prof. Kepel prevê que o crescente número de muçulmanos, que estão formando o que ele chama de "Geração Jihad", provavelmente continuará a cometer atos de terror nas cidades européias. Ele afirmou que o objetivo do terror não é o de apenas provocar uma mudança política, mas também o de incitar ódio do resto da sociedade contra os muçulmanos, o que levaria a uma radicalização ainda maior de muçulmanos, atingindo um ponto que levaria a Europa a uma guerra civil total.

O objetivo a longo prazo da Geração Jihad é destruir a Europa através da guerra civil e, em seguida, construir uma sociedade islâmica a partir das cinzas, disse Prof. Kepel. De fato, esta é uma estratégia semelhante a aplicada pelo Estado Islâmico na Síria, Iraque e Líbia, onde a organização islamista se usou do caos da guerra civil para, lentamente, construir suas forças, crescer em poder e ocupar território rapidamente.

O Prof. Kepel diz que a maioria dos muçulmanos não participam ativamente do terrorismo nem estão envolvidos a grupos terroristas. Contudo, o crescimento do salafismo entre os jovens significa que a terceira geração de muçulmanos é muito mais propensa a participar de grupos radicais.

O Prof. Kepel afirma que o salafismo e o wahabismo são ideologias perigosas, ao pregarem, por exemplo, que os ocidentais são "incrédulos", e ao encorajarem um caminho para a violência.

Na entrevista, o Prof. Kepel menciona a questão dos "muçulmanos moderados", notadamente os intelectuais islâmicos, afirmando que eles não estão fazendo o suficiente para combater a ideologia salafista e wahabista. O estudioso afirmou que os imãs tradicionais têm o dever de rejeitar os ensinamentos salafistas e wahabistas, porém, a grande maioria permanece em silêncio sobre o assunto.

Acrescente-se a este fato, o número crescente de jovens imigrantes que entram na Europa à partir do Oriente Médio e Norte da África. Estes jovens, ou trazem consigo os ensinamentos salafistas e wahabistas, ou se tornam facilmente influenciados por estes ensinamentos, ao perceberem que a expectativa de vida fácil na Europa não é satisfeita, o que gera revolta. O fato é que as autoridades policiais alemãs têm flagrado salafistas tentando converter e recrutar imigrantes, até mesmo dentro dos alojamentos para refugiados.

A polícia alemã tem feito operações para prender pregadores salafistas, tais como Sven Lau, o fundador de uma "patrulha islâmica" que tentava impor a Sharia nas ruas Wuppertal. O Die Welt disse, em outra reportagem, que a polícia tem o registro de 45 mil pregadores salafistas, e que vários têm sido presos, porém sem antes cometerem atrocidades, como em um caso onde a comunidade sique de Essen foi atacada por uma bomba caseira.

Na noite de 11 de setembro, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que "ataques são frustrados todos os dias ... incluindo neste momento, enquanto falamos." Valls disse que cerca de 15.000 pessoas na França estão sendo acompanhados, porque eles são suspeitos de estarem no processo de radicalização, enquanto que 1.350 estão sob investigação - 293 deles por supostas ligações com uma rede de terrorismo.

É importante lembrar que apenas muçulmanos, incluindo-se aí os recém-conversos, são afetados por este problema. Não existe risco de não muçulmanos cometerem atrocidades gritando Allahu Akbar.





quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Estudioso muçulmano afirma não existir separação entre Estado e religião no islão


Estudioso muçulmano destaca as diferenças entre o islamismo e o cristianismo e condena o relativismo cultural do Ocidente que defende que todas as religiões são iguais. Segundo ele, o Islã não é simplesmente uma denominação que possa ser incluída no reino livre de uma sociedade pluralista.
O Alcorão é o discurso de Alá, e Alá é imutável e perfeito, então é assim o seu discurso. Questionar a origem divina do Alcorão, então, é questionar o próprio Alá.
No islão, Alá apenas reina de verdade onde a lei islâmica, a Sharia, é praticada como a lei da terra.
(Leia mais sobre a incompatibilidade entre democracia e o Islã clicando aqui)

Em artigo para o jornal americano LA Times entitulado From burkinis to the Koran: Why Islam isn't like other faiths (Do burquíni para o Alcorão: Por que o Islã não é como outras crenças), Shadi Hamid, um membro sênior do Brookings Institution e autor do livro Excepcionalismo Islâmico: Como a luta pelo Islão está a remodelar o mundo, afirmou que suposição ocidental de que todas as religiões são basicamente as mesmas e querem as mesmas coisas é fundamentalmente errada.

Estas diferenças, Hamid afirma, surgem a partir da visão do texto sagrado que conduzem para uma compreensão da natureza do Estado e sua relação com a religião. "Os muçulmanos acreditam que cada palavra do Alcorão vem diretamente de Alá. Se o Alcorão é o discurso de Alá, e Alá é imutável e perfeito, então é assim o seu discurso. Questionar a origem divina do Alcorão, então, é questionar o próprio Alá, e Alá não é facilmente colocado em uma caixa, longe da esfera pública."

Segundo Hamid, "ao contrário do que muitos pensam, não há equivalente cristão do conceito corânico de "infalibilidade", nem mesmo entre os evangélicos de extrema-direita."  

Hamid declara que a diferença entre o cristianismo e o islamismo sobre o Estado advém das diferenças da figura central de cada fé. Enquanto que Jesus pregou dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, Maomé uniu fé e o Estado em sua própria pessoa.

"Ao contrário de Jesus," Hamid afirma, "Maomé foi tanto profeta quanto político. E mais do que apenas um político, ele foi um construtor de um Estado, bem como um chefe de Estado. Não foram só as funções religiosas e políticas entrelaçadas na pessoa de Maomé, elas foram feitas para ser interligadas."

"Defender a separação entre religião e política, então, é argumentar contra o próprio modelo do homem que muçulmanos mais admiram e procuram imitar", argumenta Hamid.

Devido a isso, Hamid conclui que o islão "não se presta facilmente ao liberalismo moderno", o modelo de democracia adotado pelo Ocidente judaico-cristão.

No islão, Alá apenas reina de verdade onde a lei islâmica, a Sharia, é praticada como a lei da terra.

"Eu percebo que alguns dos meus colegas muçulmanos americanos vão ver esses argumentos como inconveniente, retratando o islão de uma forma não tão positiva", escreve Hamid.

"Mas não é o meu trabalho fazer que o Islã tenha uma boa aparência, e não se ajuda a ninguém manter ficções que nos fazem sentir melhor, mas não refletem verdadeiramente o poder e relevância da religião."

As afirmações contundentes de Hamid sobre o Islã, de fato, se encaixam com o que outros estudiosos têm dito há anos, e obriga os ocidentais a olharem mais de perto a relação entre democracias liberais e uma fé que rejeita alguns dos princípios fundamentais que a tornam possível, tal como a separação entre igreja e estado.

Um caso em questão são os escritos de Joseph Ratzinger, que se tornaria Papa Bento XVI, ao refletir bastante sobre relações Igreja-Estado.

Em seu livro de 1996 Sal da Terra, Ratzinger escreveu que "a interação entre a sociedade, a política e a religião tem uma estrutura completamente diferente no Islã" do que no Ocidente. Ele chegou a dizer que muito da discussão de hoje no Ocidente sobre o Islã "pressupõe que todas as religiões têm basicamente a mesma estrutura, que todas elas se encaixam em um sistema democrático com seus regulamentos e as possibilidades oferecidas por estes regulamentos."

No entanto, isto não é consistente com os fatos, ele continuou, mas em vez disso, "contradiz a essência do Islã, que simplesmente não tem a separação da política e da esfera religiosa que o cristianismo tem tido desde o início."

Ao contrário do Cristianismo, o Islã atribui à religião um papel mais amplo, que abrange a vida política ou social, bem como o que é religioso, espiritual ou moral.

"O Islã tem uma organização total da vida que é completamente diferente da nossa; ela abraça simplesmente tudo", escreveu Ratzinger. "Há uma subordinação muito acentuada da mulher ao homem; existe uma lei criminosa muito coesa, na verdade, uma lei que regulamenta todas as áreas da vida, que se opõe às nossas idéias modernas sobre a sociedade."

A conclusão a que ele chegou foi decepcionante. Ele alertou que devemos ter uma compreensão clara de que o Islã "não é simplesmente uma denominação que possa ser incluída no reino livre de uma sociedade pluralista."

Como Hamid sugere em seu artigo do LA Times, o discurso sobre o Islã deve começar com um reconhecimento honesto sobre o que ela ensina e aquilo que os muçulmanos acreditam.

Adaptação de artigo de Thomas D. Williams, Ph.D.